Displasia de Cotovelo

Displasia de Cotovelo

A articulação do cotovelo é sede das principais afecções responsáveis pela claudicação em membros torácicos em cães. Trata-se de uma articulação complexa composta pela porção distal do úmero e porções proximais do rádio e ulna. A incongruência do cotovelo é caracterizada por uma má formação dos componentes ósseos dessa articulação resultando em desnivelamento entre rádio e ulna ou tróclea mal formada. Afecções como não união do processo ancôneo, osteocondrite dissecante do côndilo umeral medial e fragmentação do processo coronoide medial da ulna são agrupadas com a denominação de displasias do cotovelo. Discute-se, atualmente, a inclusão da incongruência do cotovelo como uma quarta afecção da displasia do cotovelo e o seu papel como fator predisponente ao desenvolvimento das demais afecções.

Há diversos estudos sobre a sensibilidade e a acurácia dos diferentes métodos diagnósticos existentes, sendo a tomografia computadorizada o melhor método atualmente em uso. O diagnóstico deve ser precoce para que a correção cirúrgica tenha melhor prognóstico, principalmente antes do aparecimento da degeneração osteoarticular secundária e do crescimento completo do animal. O prognóstico dos animais com incongruência é o pior dentre as afecções que compõem a displasia do cotovelo.

O procedimento cirúrgico mais utilizado e amplamente aceito é a osteotomia proximal e oblíqua da ulna com aplicação de pino intramedular para estabilização da porção proximal da ulna, cuja técnica vem apresentando bons resultados quanto à presença de dor e retorno à função do membro no período pós-operatório. Nesses casos, a fisioterapia deveria começar a aprtir de 10 dias da cirurgia, para estimular o apoio correto do membro.

Quando o diagnóstico da displasia ocorre quando o animal tem mais de 4 anos, o tratamento conservativo associado com a fisioterapia veterinária aprende uma ótimo resultado na estabilização dos sintomas clínicas e progressão da osteoartrose.

 

 

 

Páginas Sugeridas