Ruptura de Ligamento Cruzado em Cães e Gatos

Ruptura de Ligamento Cruzado em Cães e Gatos

Ruptura de ligamento cruzado em cães e gatos: causas, sintomas, incidência e tratamento. Conheça tudo sobre a ruptura de ligamento cruzado em animais

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A ruptura de ligamento cruzado em cães e gatos, na maioria das vezes, é crônica, apesar de poder ser provocada por arrancadas bruscas. É caracterizada pelo deslizamento do fêmur sobre a tíbia, podendo ocasionar novas complicações como lesões de meniscos.

A degeneração que leva a ruptura de ligamento cruzado em cães e gatos é progressiva e chega ao ponto que, ao esforço de uma corrida ou pulo, se rompe causando dor e claudicação. Essa degeneração pode ocorrer nos dois joelhos, sendo que cerca de 50% dos animais rompem o outro lado depois de 1 ano da primeira ruptura.

Por ser uma complicação de difícil prevenção é importante que conheçamos os sintomas, diagnóstico e tratamentos para esse tipo de lesão.

Sintomas da ruptura de ligamento cruzado em cães e gatos

Os sintomas da ruptura de ligamento cruzado são imediatos, diferente de outras lesões ortopédicas, fazendo com que o pet sinta dor evitando de imediato a utilização da pata machucada em função do sofrimento.

Incidência e causas da ruptura de ligamento cruzado

Apesar de possível, dificilmente a ruptura de ligamento cruzado ocorre com os felinos, muito pela sua capacidade muscular e de flexibilidade, evitando o desgaste do local. Nesse aspecto, a incidência acaba sendo muito maior sobre cães com musculatura forte e joelhos frágeis, que resistem menos aos impactos.

Raças como American Staffordshite, Pitbull e Terrier costumam ser os campeões de casos. Cães atletas que participam de competições como o Agility também se enquadram com alta incidência de casos de ruptura.

O problema costuma acontecer quando um cão utiliza sua força muscular para uma disparada em corrida e seus joelhos frágeis não aguentam o peso produzido pelo movimento, causando a ruptura.

Causas diversas que podem resultar em ruptura de ligamento cruzado

Locais com longas superfícies lisas aumentam as chances dos animais apresentarem problemas de ruptura de ligamento por não possuírem a aderência necessária para que o pet realize seus movimentos de maneira natural, sem que haja excesso de força em sua estrutura muscular.

Traumas também podem ser responsáveis pelo aumento de ocorrências de rompimento de ligamento cruzado em cães, tendo como consequência, na grande parte dos casos, uma fratura de menisco.

Outra possibilidade é a evolução de uma lesão já existente nos membros do pet, como a luxação patelar. Ela fará com que o animal coloque mais força sobre um membro não prejudicado, sobrecarregando o setor e fazendo com que as chances de ruptura aumentem em uma situação de utilização extrema da musculatura.

Diagnóstico para ruptura de ligamento cruzado

O método mais utilizado para o diagnóstico da ruptura de ligamento cruzado em cães e gatos é o exame clínico ortopédico. A técnica utiliza-se de movimentos de gaveta e compressão tibial. Casos mais complexos utilizam-se de exames de imagem para uma melhor conclusão. Além desses, a ressonância magnética e artroscopia também podem ser utilizadas, sempre dependendo do caso e da necessidade médica.

Tratamento e cirurgia para ruptura de ligamento cruzado em cães e gatos

É certo que a primeira medida assertiva após a constatação da lesão é o procedimento cirúrgico. Atualmente, técnicas cirúrgicas de osteotomias corretivas são as mais utilizadas. Como:

1 – TPLO: Técnica de Osteotomia e Nivelamento do Platô Tibial têm como principal objetivo a diminuição da inclinação do platô tibial e o impulso tibial cranial, estabilizando a articulação do joelho e permitindo uma rápida recuperação com o uso do membro logo após a cirurgia.

O método promove o nivelamento do platô tibial, alterando a mecânica da articulação afetada para assim obter a estabilidade através da restrição ativa da articulação do joelho. Já é um dos procedimentos mais requisitados e utilizados na Europa e EUA, principalmente em raças grandes. Porém, igualmente satisfatória quando aplicada em raças menores.

2 – TTA: Técnica do Avanço da Tuberosidade Tibial se baseia na alteração da dinâmica da articulação do joelho por meio da osteotomia longitudinal e avanço da tuberosidade da tíbia.

Em outra palavras, a TTA limita o deslocamento cranial tibial através do aumento da alavanca do músculo dos quadríceps, sendo uma alternativa positiva em relação ao TPLO, pois, apesar de realizar a mesma reorganização e neutralização da força de deslocamento cranial da tíbia, não possui o mesmo aumento de tensão do ligamento patelar.

A proposta da TTA implica no avanço da tuberosidade tibial, por consequência da força do ligamento patelar, deixando um ângulo de 90º entre o platô tibial e o ligamento patelar. O objetivo é manter uma direção neutra e caudal da força de deslocamento tibiofemoral durante a ação de apoio do peso corporal, diminuindo dores e condicionando o pet para uma recuperação mais eficiente e saudável.

Passos após a cirurgia

A fisioterapia veterinária é a opção mais indicada para a recuperação plena das funções articulares e musculares do pet, sendo aconselhado o início das sessões após 5 dias da cirurgia.

Na Fisio Care Pet você pode contar com os melhores métodos de tratamento para ruptura de ligamento cruzado em cães e gatos, desde hidroterapia com o uso de esteira aquática para melhorar o rendimento de recuperação do pet, até acupuntura, oferecendo um programa de recuperação eficaz e profissional para o seu amigo.

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