Fraturas em Cães – Conheça Algumas e os Tratamentos

Fraturas em Cães – Conheça Algumas e os Tratamentos

Fraturas em cães: saiba como ocorrem, quais as mais comuns, como é feito o diagnóstico, raças propensas e o tratamento mais eficaz. Veja como a fisioterapia veterinária é essencial no processo de recuperação pós-operatório

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As fraturas em cães são bem comuns na rotina da ortopedia veterinária e, na grande maioria dos casos, a intervenção cirúrgica se faz necessária para que o planejamento e execução da recuperação sejam mais eficazes.

Nesse artigo vamos compreender quais os tipos mais frequentes de fraturas em cães, as causas, tratamentos e técnicas de fisioterapia veterinária adequadas para a reabilitação do pet.

Como ocorrem as fraturas nos cães?

Para que ocorra uma fratura óssea em cães é necessário que as forças básicas que atuam nos ossos gerem um estresse intolerante, levando então à fratura. Dentre as forças, podemos destacar cinco: cisalhamento (transversal), compressão, dobramento, tensão e torção (rotação).

Como são feitos os ossos?

O osso é, em sua maior parte, formado por colágeno, cálcio e outros minerais. Essa combinação faz com que ele se torne forte e flexível, capaz de nos fornecer sustentação e outras funções extremamente positivas para o corpo.

Desde a sustentação do corpo até o estoque de minerais, o osso é responsável pela produção das células sanguíneas do grupo branco (que defendem o organismo como os linfócitos e leucócitos que dão origem aos anticorpos e plaquetas que atuam na coagulação, e outros) e do grupo vermelho ou hemácias (hemoglobinas, eritrócitos e outros), todos produzidos na medula óssea (conhecida como tutano).

Quais os ossos que mais fraturam?

Como dito anteriormente, ossos quebrados e fraturas são muito comuns na rotina das clínicas de reabilitação. Dentre os casos mais frequentes estão:

  • Fraturas de fêmur em cães;
  • O segundo osso longo mais fraturado é a tíbia;
  • Seguido pelo radio e pela ulna (antebraço);
  • Fraturas de úmero (braço), que somam em média 10% dos casos dos membros fraturados;
  • Fraturas de quadris também são frequentes, principalmente em acidentes traumáticos como os que envolvem carros;
  • Fratura os ossos do crânio;
  • Fratura da mandíbula;
  • Fratura da coluna vertebral.

Quais as raças mais propensas a fraturar os ossos?

Todas as raças e tamanhos são propensas a fraturarem os ossos. Porém, as quebras ocorrem frequentemente com filhotes mais aventureiros e cães idosos. As raças de porte muito pequeno, como as toy, costumam estar mais sujeitas à fraturas em comparação a raças de porte físico maior.

Confira algumas causas de fraturas em cães:

1 – Impactos por: bicicletas, automóveis e motocicletas;
2 – Saltos em pequenas alturas: sofás ou camas, especialmente cães de pequeno porte;
3 – Saltos sobre superfícies duras: a combinação de pequenos saltos e solos duros podem ocasionar fraturas;
4 – Guias retráteis: parecem mais úteis pela sensação de liberdade, porém, podem também ser perigosas quando enroscadas nas pernas dos pets, principalmente aqueles mais estabanados, podendo causar injúrias;
5 – Outros cães: seja por brincadeira ou disputa de território, um cão menor que outro mais pesado e maior pode se ferir;
6 – Injúria já existente: tumores ósseos ou fraturas anteriores;
7 – Desnutrição: embora praticamente remota as chances, cães mal alimentados podem ter ossos frágeis e não saudáveis, mais propensos a fraturas;

Como é o diagnóstico?

Normalmente se baseia na análise completa do histórico médico do pet para averiguar alguma causa de origem, utilizando-se também de exames de imagem como o raio-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Como observar se meu pet possui alguma fratura?

O diagnóstico profissional é sempre o mais indicado, mas é possível observar alguns aspectos (principalmente em cães mais resistentes que suportam mais tempo a dor) para constatar se o seu pet está sofrendo com alguma fratura:

– Observe sinais de inchaço e inabilidade de colocar peso sobre alguma das patas;
– Falta de entusiasmo para realizar atividades que normalmente faz como subir camas e sofás, correr ou passear;
– Andar manco;
– Agressividade quando tocado no local fraturado ou machucado;
– Falta de apetite.

Como é escolhido o tratamento para fraturas em cães?

O método de tratamento será escolhido após a análise completa do quadro de saúde do pet, da idade, tamanho, do tipo de atividade que pratica, do osso fraturado e do tipo de fratura. Na maioria dos casos o pet é encaminhado para a intervenção cirúrgica com indicação para fisioterapia veterinária pós-cirúrgica.

A importância da fisioterapia veterinária no pós-operatório de cães fraturados

Os cães fraturados e que passaram por intervenções cirúrgicas encontram na fisioterapia veterinária um método eficaz de tratamento. Vejamos alguns métodos conjuntivos da rotina de recuperação de pets em tratamento pós-cirúrgico:

1 – Pós-cirurgia: utiliza-se crioterapia (bolsa de gelo) para a redução do fluxo sanguíneo, ajudando na diminuição do edema, hemorragia e da inflamação dos tecidos moles adjacentes.

Essa ação também auxilia na redução dos espasmos musculares, do metabolismo celular e da condução nervosa, servindo como um agente analgésico.

A eletroestimulação transcutânea e a laserterapia também são opções nessa fase da reabilitação, pois também produzem analgésicos no pós-operatório.

2 – Exercícios: a hidroterapia veterinária cumpre papel fundamental na recuperação de fraturas em cães, principalmente pelo fato da maioria dos pets mostrar receio em utilizar o membro afetado após a cirurgia, sendo a esteira aquática utilizada na hidroterapia um agente perfeito para encorajar esses movimentos.

A hidroterapia utiliza-se de esteiras aquáticas onde o pet irá ficar metade submerso, sendo uma ótima solução de redução da carga articular, trabalhando firme o fortalecimento muscular, amplitude de movimentos e aumento da flexão.

Os exercícios terapêuticos normalmente se iniciam após alguns dias da cirurgia e têm como objetivo principal o estímulo ao recondicionamento físico e a reeducação de posicionamento do membro afetado.

3 – Pós-fase aguda: passa a fase aguda do processo inflamatório (que pode durar uma semana ou mais, dependendo de cada caso concreto e da capacidade de recuperação do pŕoprio sistema do pet), passa-se a utilizar exercícios específicos para estimular o retorno do apoio e acelerar a consolidação óssea.

Conte sempre com clínicas especializadas para traçar a recuperação qualificada do seu pet

A Rede Fisio Care Pet investe pesado na capacitação de seus profissionais e na aquisição de equipamentos modernos que forneçam a criação de um ambiente perfeito para uma recuperação gradual e saudável, sempre levando em consideração cada caso concreto.

São mais de 20 unidades espalhadas pelo Brasil, mantendo o mesmo protocolo de atendimento e qualificação profissional, oferecendo o melhor diagnóstico, planejamento e execução de tratamentos para diversas patologias e lesões ortopédicas, neurológicas e em programas de emagrecimento canino.

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