Tumor Cerebral em Cães – Diagnóstico e Tratamento

Tumor Cerebral em Cães – Diagnóstico e Tratamento

Tumor cerebral em cães: os sinais clínicos mais comuns, as formas mais eficientes de diagnóstico e os tratamentos cabíveis para a manutenção da qualidade de vida

A Rede Fisio Care Pet oferece os melhores tratamentos em neurologia e reabilitação animal. Encontre a unidade Fisio Care mais próxima de você e marque uma consulta

O tumor cerebral em cães é comumente associado ao câncer, e em alguns casos se desenvolve de forma silenciosa, ou seja, assintomática. Como os pets não conseguem avisar quando se sentem desconfortáveis é importante que compreendamos do que se trata, os sintomas típicos, diagnóstico e tratamento adequado.

Usualmente, cerca de 95% dos casos de tumor cerebral em cães afetam os pets com idade entre quatro e trezes anos, porém, não tão raro em pets mais jovens. É um caso que requer muita atenção e um diagnóstico assertivo, principalmente em cães acima dos cinco anos que apresentam convulsões, com ou não alterações neurológicas.

Qual a incidência do tumor cerebral em cães?

Não existe uma predisposição sexual para os tumores cerebrais caninos, embora se considere que ocorram mais em fêmeas do que em machos. Nos felinos, por sua vez, os gatos machos são discretamente mais afetados do que as fêmeas.

Quanto às raças, é possível dizer que o Boxer, Golden Retriever, Doberman, Scottish Terrier e Pastor Inglês são os que possuem maior risco de desenvolvimento das neoplasias intracranianas.

Quais são os sintomas mais comuns?

É importante ressaltar que independente do tipo de tumor cerebral em cachorro, as alterações irão gerar efeitos primários e/ou secundários sobre o encéfalo (que inclui todo o conjunto do tronco cerebral, cerebelo e cérebro).

Os sinais primários mais comuns incluem infiltração do tecido encefálico, compressão das estruturas adjacentes, interrupção da circulação sanguínea e necrose. Os secundários incluem hidrocefalia obstrutiva (quando há um bloqueio no sistema ventricular do cérebro impedindo que o líquido cérebro-espinhal flua corretamente pelo cérebro e medula espinhal), aumento da pressão intracraniana, edema e herniação cerebral (quando parte do cérebro é pressionada contra as estruturas do crânio).

Todos eles em algum momento irão ocasionar alguma disfunção cerebral, sendo que os sinais clínicos irão depender da localização dos tumores cerebrais e também das alterações conjuntamente geradas por eles, podendo resultar em disfunções vagas como mudanças de comportamento por meses ou outras mais sérias de ordem neurológica.

As convulsões podem ser o primeiro sinal de tumor cerebral canino e é o mais comum, tornando-se mais frequentes com o passar do tempo, independente da administração ou não de anticonvulsivantes.

As alterações de comportamento mencionadas acima podem se exemplificar com “head pressing” (pressionamento da cabeça) em objetos, andar em círculos, déficit visual até cegueira (uni ou bilateral), ausência de reflexo de ameaça, déficits de propriocepção, dores ou analgesia nasal, vocalização (emissão de sons), síndrome da semi-desatenção e outros.

É importante ressaltarmos que muitos desses sinais podem ser confundidos com alterações normais decorrentes do avanço da idade do cão ou podem até não ser perceptíveis, fazendo com que a busca pela detecção do problema e atenção ao comportamento do seu pet sejam importantíssimos em cães com tendências à doença.

Em alguns casos, os tumores cerebrais ocasionarão hipertensão sistêmica (aumento da pressão arterial), bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) e apneia (ruídos e interrupções na respiração), principalmente no sono. Todos esses de efeito secundário devido ao aumento da pressão intracraniana, que por sua vez pode levar ao aumento da pressão e/ou estiramento do tronco encefálico. São sinais clínicos classicamente denominados de “reflexo de Cushing”.

Como é feito o diagnóstico do tumor cerebral em cães?

O diagnóstico de tumores cerebrais caninos baseiam-se nas informações coletadas no exame clínico associados aos exames complementares, principalmente os de imagem, confirmados pela biópsia e exame histopatológico.

O hemograma completo, perfil bioquímico e urinálise devem sempre ser realizados para descartar qualquer presença de possíveis doenças metabólicas e procurar evidências de alguma neoplasia ou síndrome paraneoplásica.

Radiografias de tórax e abdome, além de ultrassonografia abdominal também devem ser realizadas para detecção de algum tumor primário ou metástases extra-neurais (muitos pacientes com tumores metastáticos cerebrais também possuem lesões da mesma natureza nos pulmões).

A tomografia computadorizada, assim como a ressonância magnética são comumente indicadas para a confirmação de tumores cerebrais, sendo que em alguns casos elas também podem detectar algumas características que podem auxiliar na diferenciação entre:

Meningiomas: tumor das membranas meníngeas que envolvem o sistema nervoso central. São benignos na maioria dos casos;
Gliomas: tumor de células gliais que protegem, nutrem e dão suporte aos neurônios, podendo ocorrer no encéfalo, medula espinhal ou até mesmo junto à nervos periféricos. São responsáveis por aproximadamente 30% de todos os tumores do sistema nervoso central e por 80% dos tumores malignos iniciados no cérebro.

É importante também ressaltar que os países onde a medicina veterinária encontra-se em estágio avançado, a biópsia cerebral tem se tornado a modalidade mais frequente de diagnóstico do tipo de neoplasia no cérebro através da análise histopatológica da amostra obtida.

Como é feito o tratamento?

Todos os tratamentos para tumores cerebrais em cães são classificados como terapia de suporte ou manutenção de qualidade de vida. Corticosteróides e anticonvulsivantes são benéficos em casos onde há sinais clínicos de edema e convulsões. Os diuréticos, por sua vez, reduzem a pressão intracraniana, tanto pela remoção do edema como pela redução do volume intracraniano.

É importante compreendermos que o objetivo primário do tratamento para cães com tumores cerebrais é proporcionar qualidade de vida pelo maior tempo possível. Porém, existem casos onde o tratamento definitivo, ou seja, aqueles que envolvem cirurgia, radioterapia e quimioterapia conseguem controlar a progressão ou até mesmo encontrar a cura por eliminação do tecido neoplásico e inibição do crescimento tumoral.

A importância da ozonioterapia veterinária no tratamento contra o câncer

O câncer é uma doença complexa e caracterizada pelo aparecimento de modificações permanentes no material genético das células, onde células cancerígenas dependem de um ambiente com pouco oxigênio para sobreviver. Em média, cerca de 60% de privação de oxigênio de uma célula poderá causar estresse, levando a distúrbios na oxidação, redução e divisão celular descontrolada.

Assim, a ozonioterapia animal (sempre integrada como tratamento complementar a terapia oncológica) tem um papel importante e decisivo para a manutenção da qualidade de vida e saúde do pet, combatendo essa falta de oxigenação das células e, em muitos casos, atenuando um dos efeitos colaterais mais graves da quimioterapia: a perda da imunidade (em muitos casos fazendo com que o pet sucumba por outras patologias pela fraqueza do sistema imunológico).

Conte sempre com clínicas especializadas para acompanhar o seu amigo

O objetivo principal do tratamento do câncer com ozonioterapia veterinária está em evitar, diminuir e controlar os efeitos negativos e complicações geradas pelos tumores e pelo tratamento convencional. A Rede Fisio Care Pet investe pesado na capacitação de seus profissionais e na aquisição de equipamentos modernos que forneçam aos pets e seus tutores um ambiente perfeito para uma reabilitação gradual e saudável.

Quer saber mais sobre o tumor cerebral em cães e a utilização prática da ozonioterapia veterinária na reabilitação animal? Encontre a unidade Fisio Care mais próxima de você ou preencha o formulário de agendamento abaixo e marque uma consulta agora mesmo.

Agende uma Consulta