Muitos tutores, ao adotarem um gato ou gata, logo pensam na castração do felino, evitando com que ele tenha filhotes.
Para castrar um gato, é realizado um procedimento cirúrgico que remove os órgãos reprodutivos dos felinos; no caso dos machos, há a remoção dos testículos, e no das fêmeas, dos ovários e do útero. A cirurgia é altamente segura e muito comum na vida desses animais.
Além de controlar a reprodução, a castração também previne problemas hormonais, infecções uterinas (piometra), tumores mamários e doenças transmissíveis entre gatos, como a FIV e a FeLV.
Para entender melhor sobre o processo de castração em gatos, separamos 3 tópicos que explicam quando o castramento é indicado, os sintomas e cuidados no pós-operatório, além de destacar como a fisioterapia pode auxiliar na recuperação de forma eficaz.
Quando o castramento é indicado
É muito comum os veterinários escutarem a seguinte pergunta: “Com quantos anos posso castrar o meu gato?”
A castração em gatos pode ser feita a partir dos 4 meses de idade, conforme a orientação do veterinário. Em contrapartida, em certos casos, a cirurgia pode ser realizada mais cedo, isso acontece com gatinhos de abrigos, pois evita ninhadas indesejadas. Além disso, outros casos envolvem felinos mais velhos, quando eles começam a apresentar comportamentos complicados, como:
- tentativas de fuga;
- marcação de território com urina;
- agressividade com outros animais;
- miados excessivos na fase de cio.
Esses são apenas comportamentos que indicam a necessidade do castramento para melhorar a qualidade de vida do felino. No entanto, o tutor pode decidir castrar por qualquer motivo que seja; geralmente, essa decisão ocorre para evitar a reprodução de gatinhos.
Sintomas e cuidados no pós-operatório
Após o procedimento, o tutor deve oferecer todo o apoio e cuidado necessários para que o felino tenha uma boa recuperação. Dessa forma, os principais cuidados incluem:
- manter o ambiente limpo e tranquilo;
- impedir que o gato lamba ou morda os pontos (uso do colar elizabetano);
- evitar pulos e brincadeiras intensas;
- seguir corretamente a medicação prescrita.
Porém, mesmo com esses cuidados, o tutor deve ficar em alerta, pois o felino pode apresentar sinais como inchaço, vermelhidão intensa, secreção ou febre. Portanto, caso esses sintomas sejam identificados, a recomendação é levá-lo urgentemente ao veterinário.
Ponto de atenção: logo depois de castrar o gato, é normal que ele fique sonolento, com falta de apetite e sensibilidade na região da incisão por, pelo menos, 48 horas. Nesse caso, o tutor não precisa se preocupar.
Como a fisioterapia veterinária pode ajudar na recuperação
Sabia que muitos tutores recorrem à fisioterapia veterinária para auxiliar na recuperação de um gato que acabou de ser castrado?
A fisioterapia animal desempenha um papel importante na castração de um gato, especialmente em casos de recuperação lenta, inflamações ou complicações cirúrgicas.
Os principais benefícios incluem:
- redução da dor e inflamação, com uso de laserterapia e eletroestimulação;
- aceleração da cicatrização, estimulando o fluxo sanguíneo local;
- prevenção de rigidez muscular e perda de mobilidade;
- controle do estresse e melhora no comportamento pós-cirurgia.
Caso o seu felino apresente complicações cirúrgicas ou um processo de recuperação mais lento, a fisioterapia é ideal para ajudar o seu gatinho a retomar sua qualidade de vida o mais rápido possível. Por fim, agora você sabe como a castração em gatos é feita e como ela pode resultar positivamente no bem-estar do seu felino.
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