Você sabia que a doença de chagas não atinge apenas os humanos, mas também os pets, principalmente os cães? Pois é, isso só reforça a necessidade de atenção redobrada com os petzinhos.
Essa doença é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, e um dos maiores problemas desta infecção é que ela permanece em silêncio por muito tempo dentro do corpo do animal.
Neste artigo, você vai conhecer os principais sintomas da doença de chagas em cachorro e quais os tratamentos indicados para essa enfermidade.
Sintomas da doença de chagas em cachorro
Saber se o seu cachorro está com chagas pode ser uma dificuldade imensa, visto que essa infecção pode permanecer silenciosa por muito tempo. Por isso, para conseguir identificar com precisão a doença de chagas em seu cachorro, você precisa entender as duas principais etapas desse contágio:
- Fase Aguda (Início da infecção): nesta fase, os sinais podem ser confundidos com outras doenças comuns, como a gripe canina ou o cansaço excessivo.
Fique atento a sinais como:
- febre persistente
- apatia
- perda de apetite (anorexia)
- inchaço dos gânglios linfáticos e o Sinal de Romaña (um inchaço característico nas pálpebras, embora seja mais raro em pets do que em humanos).
Por mais que pareça algo simples e desapareça depois de um tempo, o ideal é levar o seu cãozinho para um check-up.
2. Fase Crônica (Danos a longo prazo): após meses ou anos, a doença ataca o sistema cardiovascular. Os sintomas principais incluem arritmia cardíaca, dificuldade para respirar, intolerância ao exercício e, em casos graves, desmaios ou morte súbita devido à insuficiência cardíaca. Ou seja, essa etapa é perigosa e pode ser fatal para o seu cão.
Como ocorre a transmissão para o animal?
Diferente do que dita o senso comum, a doença de chagas em cães não é transmitida pela picada do inseto barbeiro em si, mas sim pelos parasitas presentes em suas fezes ou no próprio corpo do inseto. As formas de contágio são:
- Ingestão direta: cão, por instinto de caça, pode acabar comendo o barbeiro infectado.
- Contato com as fezes do barbeiro: o inseto defeca próximo à picada ou mucosas (boca e olhos), e o parasita entra na corrente sanguínea.
- Alimentação contaminada: neste caso, a transmissão ocorre de forma indireta, por meio do consumo de carne de caça crua ou de água contaminada pelos dejetos do inseto.
Existe tratamento para a doença de chagas em cachorro?
Infelizmente, a doença de chagas em cães não tem cura, pois ainda não existe um tratamento capaz de eliminar totalmente o parasita na fase crônica. No entanto, o tratamento da doença de chagas é focado em oferecer longevidade e bem-estar ao animal. Entre os tratamentos estão:
- Medicamentos específicos: na fase aguda, o veterinário pode prescrever tripanocidicidas para reduzir a carga do parasita.
- Suporte ao coração: na fase crônica, o foco é o controle da insuficiência cardíaca com fármacos que estabilizam o ritmo do coração.
- Monitoramento rigoroso: exames de ecocardiograma e eletrocardiograma tornam-se essenciais na rotina do pet.
Além de evitar alimentos tóxicos, a prevenção contra vetores é a única forma de garantir que o pet não sofra com doenças incuráveis como esta.
Riscos para os tutores: o cão pode transmitir chagas para humanos?
É importante esclarecer: o cachorro não transmite a doença diretamente para o ser humano. Você não corre risco ao abraçar, ser lambido ou interagir com um pet infectado.
O risco é ambiental: se o seu cachorro está doente, significa que o inseto barbeiro pode estar circulando na região, e ele sim, pode transmitir a doença para os moradores da casa.
Prevenção: como prevenir a doença de chagas em cães
Como falamos acima, a doença de chagas em cachorro não tem cura; por isso, a melhor solução é a prevenção. Saiba o que você deve fazer para proteger o seu cachorro:
- Barreiras físicas: use telas em janelas e portas, especialmente se você mora perto de áreas rurais ou matas.
- Higiene ambiental: mantenha o quintal limpo. Evite pilhas de lenha, tijolos ou entulhos, que são os esconderijos favoritos do barbeiro.
- Cuidado com a luz: o inseto é atraído pela luz branca. Se possível, use luzes amareladas ou evite refletores fortes próximos ao local onde o cão dorme.
- Alimentação: nunca ofereça carne de caça crua ao seu animal.
- Repelentes: utilize coleiras repelentes e produtos spot-on recomendados pelo veterinário para afastar insetos vetores.
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