A ruptura do ligamento cruzado em cães é uma condição que pode ser tratada de forma simples ou mais invasiva. Isso depende das causas e das condições do animal, já que alguns casos costumam ser mais leves, enquanto outros são mais complexos.
Um dos principais sinais de que o seu pet está com ruptura do ligamento cruzado é a dificuldade para se levantar e o surgimento de manqueira na pata traseira.
Neste artigo, você vai entender sobre a ruptura do ligamento cruzado em cães, além de aprende como identificar os sinais mais frequentes.
O que é a ruptura do ligamento cruzado em cães?
A ruptura do ligamento cruzado em cães é uma das principais causas de dor e claudicação (manqueira) nos membros posteriores. Trata-se de uma lesão ortopédica séria que compromete a estabilidade do joelho e, quando não tratada adequadamente, pode evoluir para artrose precoce, perda de mobilidade e dor crônica.
O ligamento cruzado cranial tem a função de estabilizar a articulação, impedindo que a tíbia deslize para frente em relação ao fêmur. Quando ocorre a ruptura, seja ela parcial ou total, o joelho torna-se instável, o que provoca inflamação, dor intensa e dificuldade de locomoção.
Essa condição é particularmente comum em cães de médio e grande porte, animais acima do peso ou de raças com predisposição genética a problemas ortopédicos.
Por que a ruptura do ligamento cruzado em cães é tão grave?
Quando um cão rompe o ligamento cruzado, as consequências são variáveis, podendo apresentar quadros simples ou complexos. No entanto, na maioria das vezes, trata-se de uma condição progressiva e degenerativa.
Entre os principais efeitos estão:
- Instabilidade constante da articulação do joelho
- Inflamação articular persistente
- Desenvolvimento acelerado de osteoartrite (artrose canina)
- Dor crônica
- Atrofia muscular na perna afetada
- Sobrecarga no membro contralateral
Estudos indicam que cerca de 40% a 60% dos cães que sofrem ruptura em um joelho podem desenvolver a lesão no membro oposto posteriormente, principalmente devido à sobrecarga por compensação de peso.
Sem o tratamento adequado, o animal sofre uma perda significativa na qualidade de vida, apresentando dificuldades em atividades simples, como correr, subir escadas ou até mesmo levantar-se sozinho.
Principais causas da ruptura do ligamento cruzado em cães
A ruptura pode acontecer de forma súbita, mas, na maioria dos casos, ocorre por degeneração progressiva do ligamento, ou seja, é ocasionada por fatores como:
- Sobrepeso e obesidade canina
- Predisposição genética
- Envelhecimento
- Alterações anatômicas do joelho
- Sedentarismo seguido de esforço intenso
- Doenças articulares prévias
O excesso de peso é um dos fatores mais importantes, pois aumenta significativamente a sobrecarga nas articulações, favorecendo a degeneração ligamentar.
Como saber se o seu cachorro rompeu a ligamento cruzado
Os principais sinais do rompimento do ligamento cruzado estão relacionadas a:
- Manqueira súbita em uma das patas traseiras
- Dificuldade para levantar
- Relutância em subir escadas ou pular
- Dor ao tocar ou movimentar o joelho
- Inchaço na articulação
- Perda de massa muscular
- Postura com a pata levemente suspensa
Em casos de ruptura parcial, a claudicação pode ser intermitente, apresentando períodos de melhora e piora ao longo dos dias. No entanto, isso não significa que a lesão seja leve; pelo contrário, ela pode evoluir rapidamente para uma ruptura total do ligamento cruzado.
Diante de qualquer alteração na marcha, a avaliação veterinária é indispensável para evitar danos irreversíveis à articulação.
Tratamento para ruptura de ligamento cruzado em cães
O tratamento de ruptura do ligamento cruzado em cães depende de fatores como porte, idade, nível de atividade e grau de instabilidade do joelho.
1. Cirurgia ortopédica
Na maioria dos cães de médio e grande porte, a cirurgia é a abordagem mais indicada. Técnicas como TPLO (Osteotomia de Nivelamento do Platô Tibial) e TTA (Avanço da Tuberosidade Tibial) são amplamente utilizadas para estabilizar o joelho e restaurar a biomecânica articular.
A cirurgia corrige a instabilidade, mas não encerra o processo de recuperação.
2. Fisioterapia veterinária e reabilitação
A reabilitação é essencial tanto nos casos cirúrgicos quanto nos tratamentos conservadores.
A fisioterapia veterinária tem como objetivos:
- Reduzir dor e inflamação
- Recuperar a amplitude de movimento
- Fortalecer a musculatura
- Prevenir atrofia muscular
- Acelerar o retorno à função
- Diminuir o risco de artrose
Recursos como hidroterapia (esteira aquática), laserterapia, eletroterapia e exercícios terapêuticos personalizados promovem uma recuperação mais segura e eficiente.
Em cães de pequeno porte, idosos ou com contraindicação cirúrgica, o tratamento conservador associado à reabilitação intensiva pode ser considerado.
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