Filhote – Guia Básico para Quem Quer Ter um Cão

Filhote – Guia Básico para Quem Quer Ter um Cão

Filhote: saiba como escolher um que se adapte melhor ao seu estilo de vida, entenda os cuidados essenciais dos primeiros meses e formas de educar com eficiência

A chegada de um filhote é uma experiência única e de muita alegria para todos os membros da família. Entretanto, essa não é uma decisão para ser tomada impulsivamente, pois um filhote requer atenção, responsabilidade e cuidados especiais para que tenha uma boa qualidade de vida.

Nesse artigo a Rede Fisio Care Pet listou alguns itens fundamentais para quem está pensando em adquirir um filhote, desde de como escolher um pet que se adeque ao estilo de vida da família, os cuidados essenciais dos primeiros meses até maneiras de educá-lo em sua adaptação ao novo lar.

Como escolher um filhote?

A escolha de um filhote pode parecer uma tarefa simples, mas trata-se de uma das tarefas mais importantes do processo todo. Afinal, analisar as características do cão em comparação ao estilo de vida levado pela família é fundamental para garantir uma boa escolha. Mas quais itens são fundamentais para análise? Vejamos:

  • Pelagem: quanto mais peludo, maior deverá ser o tempo dedicado aos cuidados da pelagem. Este cuidado, tanto pode ser feito em um pet shop (o que exigirá um investimento mensal) como em casa (o que transforma a questão em um dilema de tempo versus dinheiro). Tenha sempre em mente que os cães costumam trocar de pelo uma ou duas vezes ao ano, e a escolha da pelagem do cão poderá influir tanto na necessidade de cuidados mais específicos, como na dinâmica dentro de casa. Afinal, quem mora em apartamentos pequenos pode sofrer com a troca de pelagem intensa de raças peludas, por exemplo;
  • Exercícios: outro item importante de compreendermos no processo de como escolher um filhote é ter em mente que todo pet precisa passear, brincar e se exercitar, uns mais e outros menos. Por isso, considere sempre quanto tempo você tem para se dedicar aos passeios e brincadeiras e direcione sua escolha para um filhote que se adapte a sua rotina. É importante ressaltar que algumas raças requerem uma grande quantidade de passeios e exercícios diários e, sem isso, podem apresentar sérios problemas de saúde e comportamentais, podendo inclusive se tornar cães extremamente anti-sociais e agitados;
  • Temperamento: sempre considere qual é o estilo de temperamento e qualidades que você gostaria de ver em seu cão. É muito comum escolhermos uma raça por aparência ou por alguma influência de filmes e histórias que nos afetaram positivamente, porém, essa escolha deve ser mais pragmática. Considere sempre sua condição (se tem filhos, se precisa de um cão de guarda, de um cão mais amoroso, de um cão mais agitado ou mais calmo) e adapte sua escolha a raça que melhor se encaixar a sua perspectiva;
  • Tamanho: quando consideramos o tamanho de um cão devemos realmente pensar sobre o custo de manutenção. Quando maior o pet, maior as despesas com profissionais de saúde, banho, tosa, alimentação e petiscos. Além disso, o tamanho também influencia na sua condição de vida, afinal, não há o menor sentido em adquirir um cão de raça grande para viver em um ambiente extremamente pequeno.

Ao considerar essas etapas é possível que você se encontre com uma variedade menor de opções e consiga fazer uma escolha o máximo assertiva possível para uma adaptação natural e saudável.

Cuidados essenciais com o filhote: como se preparar para os primeiros meses

Os primeiros meses de vida de um filhote de cão também podem se tornar uma experiência estressante quando não temos a mínima ideia do que esperar. Por isso, é primordial que tenhamos conhecimento do que precisaremos dispor em energia e organização, fazendo com que o período de transição e adaptação ao novo lar (que costuma durar algumas semanas) seja positiva. Para isso, é preciso estar atento em pontos como:

  • Higiene e educação: o ensinamento para fazer as necessidades no lugar certo leva tempo e exige muita paciência. Por isso, tenha sempre em mãos muito jornal, papéis-toalha e demais produtos de limpeza que removam odores ou que estimulem o pet a fazer as necessidades no local que você espirrar o produto;
  • Solidão: é comum que o filhote fique chorando e ganindo durante as primeiras noites em seu novo lar. Tente utilizar essências e difusores relaxantes, claro, com muito carinho e presença para que ele comece a confiar em você e perca um pouco do medo;
  • Comportamento: nenhum pet chega em um novo lar sabendo como se comportar, portanto, sempre utilize técnicas positivas para ensiná-lo a te obedecer. Claro, a repetição é inevitável para que ele aprenda!
  • Conforto: sempre ofereça um ambiente com espaço e confortável para o pet, com uma casinha e alguns brinquedos para que seu filhote passe o tempo e acabe com as coceiras dos dentes.

As visitas ao veterinário, seja para vacinação, checkups ou para tirar alguma dúvida sobre um comportamento estranho também são fundamentais para uma adaptação correta do seu filhote. Dentre os cuidados clínicos iniciais de todo filhotes estão:

1 – Exame de fezes: a partir de 25 a 30 dias de vida, sempre antes do início do calendário de vacinação. Serve para identificar diferentes parasitas e escolher o vermífugo mais adequado para preparar o filhote para as diferentes doses de vacina que virão;

2 – Vermifugação: inicia-se a vermifugação com 15 a 30 dias de idade do pet, podendo ocorrer após o resultado do exame de fezes ou antes (quando há a presença de vermes nas fezes), repetindo-se após 15 dias e depois no novo ciclo ao final do calendário de vacinação;

3 – Vacinação: em pets saudáveis e já vermifugados, começa após a introdução ao novo ambiente familiar e quando já estiver se alimentando normalmente de ração, preferencialmente após o primeiro período de adaptação do pet. Confira a sequência de vacinação:

  • Primeira dose: em torno de 45 a 60 dias de idade (Vacina polivalente V8 ou V10);
  • Segunda dose: 30 dias após a primeira (Segunda dose da V8 ou V10 e primeira dose contra a Bordetella [gripe canina]);
  • Terceira dose: 30 dias após a segunda dose (Terceira dose da V8 ou V10 e segunda e última dose da vacina contra Bordetella);
  • Quarta dose: 30 dias após a terceira dose (Vacina antirrábica [dose única]). Dependendo da avaliação médica, alguns filhotes podem fazer uma quarta dose da V8 ou V10, porém, a maioria dos filhotes terminam o calendário de vacinação em torno do quarto/quinto mês de vida.

4 – Prevenção para dirofilariose ou doença do verme do coração: inicia-se de acordo com o preventivo escolhido (em torno do quarto mês de vida);

5 – Prevenção de ectoparasitas (pulgas e carrapatos): pode iniciar a partir de 30 dias de vida de acordo com o produto escolhido para prevenção. A frequência de uso irá depender da exposição aos parasitas e do produto escolhido;

6 – Castração: quando o filhote não for destinado a reprodução é recomendável a castração precoce das fêmeas a partir do décimo mês de vida, principalmente para prevenir o tumor de mama. Para os machos, é benéfica para diminuir sua agressividade e a constante urina para marcar território;

7 – Alimentação: a ração especial para filhotes deve ser indicada por um médico veterinário profissional e dada até o décimo a décimo segundo mês de vida;

8 – Banho e tosa: cada raça tem sua particularidade de pele e pelo, podendo iniciar a tosa em filhotes saudáveis a partir dos 45 dias de vida.

9 – Dentes: deve-se iniciar a escovação dos dentes dos filhotes a partir do segundo mês de vida com o intuito de adaptá-lo ao processo. Os cães acostumados com a escovação regular costumam evitar tratamentos periodontais, eliminando riscos de anestesias e economizando custos de tratamento;

10 – Troca de dentes: os filhotes de cães costumam iniciar a troca de dentes de leite por definitivos por volta dos 4 a 6 meses de vida, iniciando pelos dentes incisivos (da frente). Nesse período pode haver sangramento gengival, desconforto e coceira nas gengivas. Para isso, pequenos ossos e brinquedos de borracha são essenciais para contribuir nesse processo.

Fique atento a educação do filhote desde cedo!

Todo cão quando filhote passa por diversas fases de descobertas que irão formar sua personalidade. Os filhotes são, por natureza, muito curiosos e querem pegar tudo que está ao seu alcance. Por isso é importante que você pratique bastante os comandos de educação logo no início de sua adaptação e nos primeiros meses de crescimento.

Se você não quer que ele pegue seus chinelos, almofadas, móveis e outros objetos mastigáveis, mostre a ele que isso te desagrada de maneira assertiva, sem gritos ou extensos discursos. É preciso ser assertivo e trabalhar a repetição com perseverança.

Quando ele pegar seu sapato ou outro objeto que não quer que ele mexa, repreenda! De uma bronca e segure o objeto em sua mãos, deixando claro que aquilo pertence a você e que não quer ele mexa.

Os filhotes adoram explorar, por isso esconda sempre fios elétricos amostra, coloque telas nas janelas (caso more em apartamento) e mantenha produtos químicos fora do alcance deles.

É importante que você realize que você deve ser um líder para o seu filhote, o guiando para uma vida qualificada e de hábitos saudáveis. Para tal, existem alguns processo que precisamos passar, mas que com um pouquinho de organização é possível triunfar com eficiência.

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