Você percebeu que o seu cachorro começou a andar rebolando? De primeiro momento, pode até parecer divertido, bonitinho, encantador, mas, infelizmente, essa situação está indicando um problema: displasia coxofemoral.
Muitos tutores nem imaginam, mas um dos principais sintomas da displasia é justamente esse rebolado do canino, tanto que, logo após esse surgimento, ele vai percebendo algumas mudanças sutis no comportamento do seu amigão, como a dificuldade para se movimentar e se levantar.
Neste artigo, você vai entender as causas desse “rebolado perigoso” e como tratar a displasia, fazendo com que o quadro não evolua para a perda de movimentos.
Por que o cachorro anda rebolando quando tem displasia?
Geralmente, esse rebolado acontece porque o corpo do animal está tentando compensar um problema na articulação do quadril, influência direta do fêmur e da bacia por não estarem encaixados corretamente; por isso, o balanço “pra lá e pra cá”.
É muito importante que você saiba que a não conexão entre o fêmur e a bacia gera alterações como:
- instabilidade na articulação;
- dor ao se movimentar;
- desgaste progressivo (artrose).
Esses problemas causam desconforto profundo, então é por esse motivo que o próprio cachorro acaba adaptando seu movimento:
- distribuindo o peso de forma irregular;
- diminuindo a amplitude dos passos;
- usando musculaturas compensatórias.
E o resultado dessa adaptação é aquele andar “rebolado”, com o quadril oscilando lateralmente.
Principais sinais da displasia coxofemoral
Bom, já sabemos que, quando o cachorro anda rebolando, é sinal de displasia, mas esse não é o único; existem outros sinais bem comuns, como:
- dificuldade para levantar;
- resistência para subir escadas ou pular;
- cansaço excessivo;
- rigidez após descanso;
- redução nas atividades do dia a dia.
Ao notar esses sintomas, é essencial procurar um veterinário. Quando mais de um sinal está presente, significa que o caso está avançando. Quanto antes agir, melhor o prognóstico.
Tratamento para cachorro com displasia
O tratamento da displasia não é único; ele varia conforme idade, peso e gravidade do caso. Entre eles, estão:
Controle da dor
Uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, mas apenas com orientação veterinária; é totalmente irregular medicar o canino por conta própria.
Controle de peso (fundamental)
Se o rebolado do seu cachorro estiver evoluindo, o excesso de peso pode estar agravando muito o problema. Menos peso = menos impacto nas articulações = menos dor.
Suplementação articular
Condroprotetores ajudam a preservar a cartilagem e melhorar a função da articulação.
Fisioterapia veterinária
Essa abordagem é uma das mais eficazes, pois não é invasiva e atua diretamente na parte ortopédica do animal, agindo no local afetado. Seus exercícios atuam diretamente no:
- fortalecimento muscular;
- estabilização do quadril;
- redução da dor;
- melhora da mobilidade.
Entre as principais técnicas utilizadas para melhorar a qualidade de vida do canino, estão:
- hidroterapia (esteira aquática);
- laser terapêutico;
- eletroterapia;
- exercícios terapêuticos.
Obs.: Em muitos casos, a fisioterapia evita ou adia cirurgias, uma das preocupações mais frequentes dos tutores que possuem um cachorro com displasia coxofemoral.
Você vem notando que o seu cachorro anda rebolando e está tendo dificuldades para se movimentar?
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