Cirurgia de Coluna em Cachorro – Como Cuidar

Cirurgia de Coluna em Cachorro – Como Cuidar

Cirurgia de coluna em cachorro: quais as causas mais comuns, formas de diagnóstico, prevenção e métodos profissionais de reabilitação fisioterápica de pets com problemas de coluna

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Os pets também sofrem de dor na coluna, e esse é um problema relativamente corriqueiro no atendimento ortopédico e neurológico de clínicas especializadas. As causas dessas dores podem variar, como veremos, mas é importante compreendermos quais os cuidados necessários após uma cirurgia de coluna em cachorro e como podemos evitá-las.

Sintomas como falta de apetite, dor abdominal, postura curvada, falta de disposição para atividades, tremor muscular, arrastar das patas traseiras ou mancar com frequência podem significar que o pet está sofrendo com algum problema de coluna, e é importante que conheçamos quais as principais patologias e lesões encontradas nos atendimentos profissionais.

Causas mais comuns de problemas de coluna nos pets

1 – Hérnia de disco: é uma doença degenerativa que afeta, na maioria dos casos, a região tóraco-lombar do pets. Pode se dividir em três tipos: Hansen tipo I, Hansen tipo II e, descoberta recentemente, a Tipo III.

No tipo I a degeneração atinge cães do sexto ao sétimo mês de vida, formando uma degeneração condroide do núcleo pulposo e os sintomas podem aparecer a partir do 16 mêS causando um agudo quadro de dor.

No tipo II temos a degeneração discal fibroide que acomete cães de idade mais avançada, com um desgaste maior na região afetada.

No tipo III a herniação avança de forma aguda e os sintomas se apresentam de forma mais rápida e, em muitos casos, com maior gravidade.

Os sintomas da hérnia de disco podem se apresentar em diferentes graus, como grau 1 (dor no local da afecção), grau 2 e 3 (dificuldade de locomoção) e grau 4 e 5 (paralisia dos membros e perda de sensibilidade).

2 – Bico de papagaio: uma doença ocasionada, na maioria dos casos, pela instabilidade da coluna vertebral levando ao desgaste do disco vertebral e ao deslocamento da vértebra ou até alongamento de determinada parte de duas vértebras do animal, denominada espondilose anquilosante.

A proliferação óssea do bico de papagaio, se não tratada corretamente, pode se apresentar extremamente dolorosa para o animal, trazendo dificuldades de movimentação da coluna.

Diferente do que se acredita, o bico de papagaio não causa sintomas neurológicos aos pets, como paralisia ou dificuldade de locomoção, mas normalmente predispõe outros problemas de coluna como a hérnia de disco.

3 – Fraturas e traumas na coluna vertebral: são causadas, na maioria dos casos, por destruições traumáticas ou patologias que afetam a estrutura óssea e os tecidos de suporte da coluna vertebral dos cães.

Nas fraturas de coluna canina é danificado não só o osso das vértebras e ligamentos, como também pode ser danificado a estrutura da medula espinhal, sendo que a grande maioria dos casos tem indicação cirúrgica imediata.

Como prevenir o aparecimento de problemas de coluna nos pets?

Confira abaixo 4 dicas para prevenir os problemas de coluna em pets:

1 – Obesidade: o excesso de peso dos animais geram alterações graves, sobrecarregando as articulações e podendo potencializar doenças como a hérnia de disco. Por isso, é importante manter uma alimentação saudável e proporcional aos pets.

2 – Predisposição: para cães de raças como Lhasa Apso, Shih Tzu, Daschund e Bulldog Francês, que possuem uma propensão maior a desenvolver problemas de coluna, é recomendado evitar que subam e desçam de obstáculos, camas, sofás e escadas, pois pode agravar lesões e doenças.

3 – Exercícios: é importante estimular a prática de exercícios e atividades físicas que façam com que os pets desenvolvam uma musculatura mais equilibrada, desde caminhadas até brincadeiras. O fortalecimento muscular é uma das maneiras mais corretas de preservar e proteger a coluna do pet.

4 – Pegar no colo: ao pegar o animal no colo, seguro ao mesmo tempo na região do tórax e pélvica. Não é aconselhável pegar o pet pela parte anterior (tórax), pois pode agravar ou estimular o aparecimento de dores e incômodos que podem se transformar em quadros mais sérios de problemas de coluna. O uso de coleiras peitorais também é aconselhável para dar maior suporte e não forçar a região cervical dos pets.

Como é feito o diagnóstico de cães com problemas de coluna?

Para se chegar ao diagnóstico assertivo das dores na coluna do pet é necessário exames específicos, normalmente indicados após a identificação do problema e a consulta com o especialista do caso, seja ele ortopedista ou neurologista veterinário.

Dentre os exames mais comuns está a ressonância magnética, pois é o exame mais completo para se alcançar um diagnóstico mais preciso, principalmente em casos como a hérnia de disco.

A radiografia também é muito requisitada, principalmente as com contraste (mielografia). Apesar de ainda apresentar alguns pontos negativos quando a sua capacidade de análise e resultado, a radiografia ainda é um exame importante no diagnóstico de cães com dores na coluna.

A tomografia computadorizada também é importante em alguns casos, principalmente naqueles em que é preciso um suporte técnico mais preciso para identificar o local de possíveis lesões.

Fisioterapia veterinária: a grande aliada na recuperação!

Apesar de muitas doenças de coluna exigirem a intervenção cirúrgica após o diagnóstico preciso do profissional veterinário, não há dúvidas que a fisioterapia veterinária tem grande papel no processo de reabilitação dos pets com problemas de coluna.

As diferentes técnicas e métodos de exercícios e sessões ajudam no retorno precoce de movimentos, prevenindo contraturas, atrofias musculares, ajudando na recuperação, fortalecimento muscular, combate às dores e mantendo a qualidade de vida do animal.

Seja como forma de prevenção, reabilitação sem cirurgia ou processo pós-operatório, as técnicas de fisioterapia veterinária garantem um cenário assertivo de recuperação agindo diretamente no problema. Diversos pets já utilizam métodos com exercícios ativos e ativos assistidos como a hidroterapia veterinária (utilização de esteiras aquáticas), restabelecendo o desenvolvimento da coordenação e retorno da massa muscular sem os efeitos da gravidade, quando em exercícios realizados em solo duro.

Claro, o tratamento mais indicado para a coluna do seu amigo será feito pelo veterinário responsável pelos exames, podendo ser direcionado para métodos alternativos como eletroterapia, laserterapia, acupuntura, ozonioterapia e outros.

Conte sempre com profissionais para cuidar da coluna do seu pet

A Rede Fisio Care Pet investe pesado na capacitação de seus profissionais, oferecendo os melhores tratamentos para diversas patologias e lesões ortopédicas e neurológicas, assim como nos programas de emagrecimento canino. São mais de 20 unidades, mantendo a missão em contribuir com a evolução da fisiatria veterinária, oferecendo um ambiente perfeito de recuperação gradual e saudável.

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