Luxação de Patela em Cães – Conheça Tudo!

Luxação de Patela em Cães – Conheça Tudo!

Luxação de patela em cães: saiba as origens dessa patologia, em quais raças mais incide, formas de diagnóstico, níveis de gravidade e tratamento eficaz. Veja como a fisioterapia veterinária é aliada fundamental na reabilitação de cães com luxação patelar e como a cirurgia é feita para a correção do problema

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A luxação de patela em cães pode ser considerada quando há o desencaixe das articulações da região do joelho do pet, causando muita dor e grande perda de mobilidade. Denominada também como rótula, a patela se caracteriza pelo osso do joelho do cão que tem seu alinhamento com o músculo do quadríceps como principal função.

A ortopedia veterinária lida diariamente com a luxação de patela em cães. Aliás, o problema pode ser considerado bastante comum na vida dos pets ativos e pode, sim, prejudicar sua saúde e mobilidade, como veremos a seguir.

Sintomas mais claros de que meu pet está com luxação de patela

Embora nem sempre seja possível notar sinais claros de que a luxação patelar tenha atingido o pet, há uma série de sintomas comuns que acometem a maioria dos casos de luxação de patela. Como:

1 – Andar manco (claudicação) que vai e volta;
2 – Dores intermitentes, que aparecem e somem, principalmente em climas frios;
3 – O pet passa a mancar com uma ou duas pernas traseiras;
4 – O pet passa a tentar esticar a perna para trás enquanto anda;
5 – As articulações ficam com aparência inchada;
6 – O pet perde sua capacidade de saltar e até pular naturalmente;
7 – Parte inferior do membro costuma girar em direção ao lado onde está a luxação (medial ou lateral).

Qual é a origem da luxação patelar em cães?

A luxação patelar canina pode ser congênita ou desenvolvida em função de um trauma, sendo possível sua prevenção apenas quando há origem em algum tipo de acidente, já que nos casos em que o animal já nasça com a patologia é preciso o aparecimento dos sintomas para que o tratamento adequado seja iniciado, sendo adequado a castração de pets com luxação patelar congênita para que a doença não se propague em seus descendentes.

Em função desse problema (que pode se manifestar em diferentes níveis de gravidade como veremos a seguir), podem também se desenvolver outros tipos de complicações ortopédicas, como a artrose. Como a mecânica da região patelar altera todo funcionamento do membro do cão, é possível considerar que, em função desse tipo de luxação podem se desencadear outros problemas como a displasia coxofemoral ou até a luxação coxofemoral, fazendo com que o animal nem mesmo consiga apoiar suas patas no chão.

O início da luxação patelar também traz consigo o desvio da tíbia, sendo que nos casos de luxação patelar medial (parte interna do joelho), a crista da tíbia começa a virar para o meio das pernas, enquanto que nos casos de luxação patelar lateral (na parte externa do joelho), a tíbia passa a se deslocar para o lado de fora do membro. O desvio da tíbia em relação ao fêmur produz grande desgaste do menisco (estrutura articular em relação aos ossos) e, com isso, um grande nível de dor acomete o pet.

Incidência da luxação de patela em cães

Embora na grande maioria dos casos a luxação patelar acometa cães de pequeno porte (maioria dos casos de luxação medial), este é um problema que pode afetar cães de grande porte também (principalmente a luxação lateral), que tenham o problema em função de uma origem genética.

Raças pequenas como Poodle, Shih Tzu, Yorkshire, Dachshund, Pequinês, Lulu da Pomerânia, Lhasa Apso, Chihuahua, Bichon Frisé e Pug são os mais atingidos. Enquanto raças de grande porte como Labrador Retriever, Bulldog Inglês, Cocker Spaniel e Golden Retriever também podem apresentar a luxação patelar.

Níveis de gravidade da luxação de patela em cães

Grau I: a patela sai do local com ajuda da manipulação do veterinário especialista e, quando solta, volta ao seu lugar de origem de forma instantânea.

Grau II: patela já sai sozinha de sua posição normal, retornando ao local correto sem a necessidade de ajuda. Nesses casos podemos tratar com fisioterapia ou cirurgia.

Grau III: já é recomendada a cirurgia,, a patela sai sozinha do local e só volta com ajuda de manipulação de um especialista.

Grau IV: a patela do pet fica travada no lado de fora do sulco patelar, e nem mesmo a manipulação ou ação do pet são capazes de recolocá-la em sua posição correta de origem. O procedimento cirúrgico é a única alternativa viável para amenizar a situação e, nesse grau, mesmo com a cirurgia há grande dificuldade de reabilitação do membro à sua função normal.

Como é feito o diagnóstico?

A palpação é o principal meio de diagnosticar a existência de um quadro de luxação patelar em cães. No entanto, o acompanhamento de exames de imagem como o raio-x são de extrema importância para garantir que o nível de degeneração da região patelar possa ser investigado com mais profundidade, averiguando as condições articulares, excluindo ou não, a possibilidade de displasias ou luxações coxofemorais.

Tratamento eficaz para a luxação patelar em cães

A grande maioria das doenças ou complicações animais que podem surgir, sejam elas ortopédicas ou não, possuem muito mais chances de tratamento eficaz quando diagnosticadas de maneira precoce. Com isso, o procedimento cirúrgico ou o planejamento de tratamento garantem mais resultados pelo nível de evolução da patologia ainda ser baixo.

Os pacientes com grau I e II de luxação de patela apresentam ótimos resultados apenas com a introdução de técnicas de fisioterapia veterinária, muitas vezes evitando até a intervenção cirúrgica! Na cirurgia, a patela é colocada em seu lugar original e, o pet deve ser indicado pra fisioterapia no quinto dia de pós-operatório.

Em qualquer caso, a fisioterapia veterinária através das diferentes técnicas e métodos garantem aos cães uma recuperação mais completa, desde o emagrecimento até o fortalecimento muscular, articular, de mobilidade e confiança.

Os métodos que passam desde hidroterapia veterinária (uso de esteiras aquáticas para a diminuição de impacto e melhor adaptação na recuperação de movimentos), até a acupuntura (controle de dor e melhora de recuperação muscular), são programas eficazes de reabilitação de cães com luxação de patela.

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