Tudo Sobre a Doença da Síndrome do Cão Nadador

Tudo Sobre a Doença da Síndrome do Cão Nadador

A Síndrome do Cão Nadador, ou Hipoplasia Miofibrilar, é uma alteração no desenvolvimento do sistema nervoso de filhotes de cães. A doença compressa a região dorso-ventral do tórax, abdômen e pelve, que ocorre em consequência à ausência do suporte do esqueleto apendicular.

A doença provoca dificuldade de locomoção ou até mesmo perda de movimentos dos membros dos cães, fazendo com que eles arrastem os membros. É chamada de Síndrome do Cão Nadador, pois quando o cão tenta caminhar, faz um movimento que se assemelha muito aos movimentos de natação.

É uma patologia que costuma se manifestar antes do primeiro mês de vida do pet, mais precisamente quando os filhotes começam a dar seus primeiros passos. É nesta fase que o tutor começa a notar que algo não está certo na locomoção do animal.

Quais as causas do aparecimento da Síndrome do Cão Nadador?

As causas da Síndrome do Cão Nadador ainda não foram totalmente elucidadas. Entretanto, é consenso entre especialistas que, em sua grande maioria, os casos são oriundos da relação de genes passados dos pais para os filhotes.

Outro fator bastante debatido no meio acadêmico, que também pode ser considerado responsável pela anormalidade no desenvolvimento de filhotes, é a alteração no metabolismo muscular devido à insuficiência de Glicose-6-Fosfatase.

Além desses fatores mais claros, há suspeitas que outros fatores ambientais/nutricionais também contribuem para o aparecimento da doença, como o convívio com pisos lisos ou o excesso de proteína na alimentação da mãe.

Quais as raças mais acometidas pela Síndrome do Cão Nadador?

A doença pode afetar qualquer raça, mas é comumente mais observada em cães de raças condrodistróficas de patas curtas, como é o caso do Cocker Spaniel, Bulldog Inglês, Bulldog Francês, Basset Hound, Dachshund, Yorkshire Terrier e outros.

Além dessas raças, especialistas alertam que cães que possuem o tórax grande e os membros mais curtos também podem ser afetados. Ou seja, aqueles filhotes que nasceram com tamanho normal mas, com o passar do tempo, cresceram ou engordaram bem mais rápido do que o restante da ninhada, ou até filhotes de cadelas que já pariram outros cães com a síndrome em ninhadas anteriores.

Quais os sinais clínicos da Síndrome do Cão Nadador?

Os sinais iniciais da Síndrome do Cão Nadador podem ser observadas já na segunda a terceira semana de vida do pet, período no qual o filhote começa a testar seus primeiros movimentos quadrupedal. Nesse período é possível observar a articulação coxofemoral hiperfletida bilateral, além de uma certa hiperextensão das articulações dos joelhos e do jarrete.

Como dito acima, a dificuldade em manter-se em estação faz com que os filhotes com Síndrome de Cão Nadador apresentem fraqueza e, em consequência dessa dificuldade esqueleto apendicular, sofram com a compressão dorso-ventral do tórax, abdômen e pelve, o que leva ao movimento similar a natação.

É importante ressaltar que os pets acometidos pela doença tendem a se desenvolver menos e ter perda de peso, pois apresentam dificuldades no momento da disputa de comida entre os filhotes da ninhada, muito pela locomoção limitada. Com isso, se faz essencial que o tutor ofereça assistência constante ao filhotes, tanto no momento do banho de sol como nas refeições.

Sintomas mais comuns da Síndrome do Cão Nadador

Apesar de já termos elencado os sinais mais evidentes, é possível listar alguns dos mais comuns sintomas da Síndrome do Cão Nadador:

  • Sinais de debilidade e fraqueza;
  • Deambulação e ataxia (incoordenação de movimentos);
  • Incapacidade de se manter em pé;
  • Hiperextensão dos membros;
  • Permanece em decúbito esternal (esterno e abdômen encostados ao solo);
  • Se locomove em movimentos semelhantes ao ato de nadar;
  • Desenvolve feridas pelo arrastamento;
  • Obstipação (prisão de ventre);
  • Dispneia (dificuldade em respirar);
  • Perda de peso (pois apresentam dificuldades em se alimentar em comparação com outros filhotes da ninhada).

Como é feito o diagnóstico da Síndrome do Cão Nadador?

O diagnóstico da Síndrome do Cão Nadador é feito através de um exame clínico minucioso, a fim de perceber mais alterações no corpo do animal. A doença pode afetar os membros posteriores e/ou anteriores, no entanto é mais comum em ambos os posteriores. Alguns profissionais solicitam exames para observar o desenvolvimento da doença, tendo como principal o raio-x.

Como dito, o diagnóstico deve ser minucioso, por isso a importância de contar com um profissional médico veterinário. Ao notar qualquer um dos sintomas descritos acima, leve seu companheiro ao veterinário!

É possível prevenir o aparecimento da Síndrome do Cão Nadador?

Se o seu cão está inserido no grupo de risco, um bom jeito de prevenir a doença é ainda na gestação da cadela. A carne vermelha, por exemplo, é uma ótima fonte de taurina e a falta dela pode ser um fator para o desenvolvimento da Síndrome do Cão Nadador.

Se optar pela alimentação via ração industrializada, verifique sempre no rótulo se contém esse nutriente. De qualquer maneira, sempre busque orientação com um veterinário antes de montar um cardápio com substâncias essenciais para prevenir a doença.

Tratamento para a Síndrome do Cão Nadador

O tratamento para a Síndrome do Cão Nadador irá variar de acordo com as alterações exibidas pelo pet. Geralmente o método é conservativo, ou seja, com o uso de bandagens de esparadrapo visando manter os membros em posição anatômica, conferindo mais estabilidade à deambulação.

A realização de fisioterapia veterinária também é de suma importância para a recuperação eficiente e saudável. Ela deve ser feita de 4 a 5 vezes ao dia, por no mínimo 10 minutos em casa, além de duas vezes por semana em um centro de reabilitação.

Em algumas situações se associa a fisioterapia com o uso de bandagens para reposição dos membros. Essa associação apresenta resultados mais satisfatórios quando iniciada entre a terceira e quarta semana de idade do animal, uma vez que os ossos e articulações podem ser mais facilmente moldados e tornam a terapia mais eficiente.

Além desses tratamentos, também pode ser associado a administração de vitamina E, selênio e/ou taurina. Diversos estudos dão conta que o déficit em selênio pode originar a redução no crescimento, debilidade do sistema imunológico e/ou problemas de fertilidade.

É importante repetir que os cães com Síndrome do Cão Nadador devem ter o próprio peso controlado, utilizando pisos antiderrapantes para melhorar sua locomoção e estimular o fortalecimento muscular.

Se notar qualquer sintoma listado, leve seu pet ao veterinário. Quando tratados, cerca de 90% dos filhotes se recuperam sem sequelas. Em uma porcentagem menor, os pets com Síndrome de Cão Nadador também podem se recuperar espontaneamente, porém de forma tardia.

O tratamento só se mostra ineficaz em casos mais extremos, normalmente quando os quatro membros são acometidos ou quando há presença de complicações respiratórias. De qualquer forma, sempre busque por ajuda profissional.

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