Síndrome de Wobbler em Cães – Como Recuperar?

Síndrome de Wobbler em Cães – Como Recuperar?

A síndrome de Wobbler, ou tecnicamente chamada de espondilomielopatia cervical, é caracterizada pelo estreitamento do canal vertebral e, por consequência desse estreitamento, leva a compressão da medula espinhal cervical caudal e das raízes nervosas devido a alterações anatômicas e posicionais ao nível das vértebras cervicais (C5, C6 e C7), podendo levar a herniações discais associadas em alguns casos.

As alterações nas vértebras da região do pescoço acaba por trazer muita dor ao pet, principalmente em sua mobilidade em ações para sentar, levantar, pular de locais, causando incoordenação motora e, em casos mais graves, podendo inclusive impedir que o animal se movimente por causa da dor intensa e compressão da medula. Nesse artigo falaremos sobre as causas, evolução da síndrome de Wobbler em cães, maneiras de diagnóstico e o tratamento mais efetivo para combatê-la.

Quais as causas da síndrome de Wobbler em cães?

A etiologia da síndrome de Wobbler canina ainda é um mistério para os especialistas. Dentre as principais causas propostas, mas não comprovadas, incluem questões genéticas, nutrição, taxa de crescimento rápida e conformação corpórea como possíveis causas.

Alguns estudos já trouxeram algumas evidências de herança genética em raças como Borzois e Basset Hounds, mas o mesmo estudo não sugere tal causa em raças como o Doberman.

Outros estudos incluem o excesso de cálcio, proteína e calorias como uma possível causa em raças como os Dogues Alemães, mas muitos especialistas acreditam ser improvável que apenas o excesso destes nutrientes seja capaz de causar a síndrome sem a presença de outras variantes.

Por vários anos também se associou que cães com pescoço longo e cabeça maior que o normal estariam predispostos a desenvolver a síndrome, pois o peso excessivo da cabeça atuaria em conjunto com a força gravitacional sob as vértebras cervicais, aumentando a probabilidade de desenvolvimento da síndrome de Wobbler. Entretanto, como dito acima, ainda não há nenhuma associação comprovada entre as causas descritas acima e a síndrome de Wobbler.

Atualmente, acredita-se em um estreitamento do canal vertebral que causa as lesões neurológicas da síndrome de Wobbler.

Quais as raças mais afetadas pela síndrome de Wobbler?

As raças mais afetadas pela patologia são as de porte grande e gigantes como Dobermans, Dogue Alemão, Rottweilers e outros. Estes costumam apresentar ataxia dos membros pélvicos, com ou sem dor cervical, que pode progredir para déficits neurológicos dos membros torácicos e, em uma última instância, quadriplegia.

Como se dá a evolução da síndrome de Wobbler nos cães?

A síndrome de Wobbler é classificada conforme o grau de severidade que vai de 1 ao 5 (gravíssimo), o que ajuda a traçar o planejamento mais adequado de reabilitação.

A evolução clínica da doença é cronicamente progressiva caso não seja instaurado o tratamento adequado. A restrição rigorosa a atividades físicas é importante e, caso o pet use coleira cervical, esta deve ser substituída por uma coleira peitoral.

Como é feito o diagnóstico da síndrome de Wobbler?

O diagnóstico da síndrome de Wobbler mais utilizado é feito por meio de raio-x, exame clínico completo e, em casos extremos, com a utilização de mielografia ou tomografia computadorizada.

Quais os sinais clínicos mais evidentes?

O sinal clínico clássico em cães com síndrome de Wobbler é a ataxia proprioceptiva (incoordenação) nos membros pélvicos. O andar é incoordenado com passadas com amplitude exagerada, geralmente com base ampla.

Quando a paresia (fraqueza) também está presente, pode-se ouvir os cães arrastando as patas. O envolvimento dos membros torácicos tende a ser menos óbvio na maioria dos casos, mas com uma avaliação cuidadosa da locomoção geralmente observa-se passadas com amplitude exagerada ou, na maioria das vezes, reduzida, paresia e/ou ataxia proprioceptiva.

Qual o tratamento mais efetivo para a síndrome de Wobbler em cães?

A administração de corticosteróides isolados e restrição de atividades físicas são utilizadas em 75% dos casos onde há sinais mínimos de disfunção neurológica. Por outro lado, cães com sintomatologia mais acentuada, mesmo aqueles em que há clara melhora inicial com a administração de corticosteróides, a compressão e instabilidade persistem e geralmente evoluem caso não haja um tratamento mais definitivo. Nestes casos, a cirurgia e reabilitação pós-operatória por meio das diferentes técnicas de fisioterapia veterinária são aconselháveis.

Por atingir em grande escala animais idosos, o tratamento via analgesia, fisioterapia e acupuntura são os mais utilizados. A cirurgia ainda levanta muito debate entre os especialistas, pois se caracteriza pela colocação de placas nas vértebras para a estabilização do pescoço, o que ainda não é 100% aceito como solução assertiva para o caso. De qualquer forma, a doença deve ser analisada por uma equipe qualificada de ortopedistas, neurologistas e fisioterapeutas veterinárias, a fim de planejar um programa eficaz de tratamento.

Como é feita a acupuntura em cães?

Os diferentes métodos de acupuntura passam por técnicas de manipulação, massagens, agulhas, eletroestimulação, aplicação de calor, injeção de substâncias e raio laser, fazendo da terapia um meio eficaz de combate aos ciclos de dor, oferecendo uma técnica segura para a recuperação dos pets.

Qual é a importância da fisioterapia veterinária na recuperação dos pets?

A fisioterapia veterinária pode ser considerada uma pedra fundamental nos tratamentos de diversas doenças e lesões que acometem nossos pets. Só para ter uma ideia, a rápida inserção de atividades fisioterápicas na vida dos pets, seja após lesões ou doenças, ajudam diretamente no recondicionamento físico dos pets, combatendo dores, aumentando expectativa de vida, evitando novas intervenções cirúrgicas e proporcionando mais conforto e qualidade de vida.

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