Doenças de Gato – Patologias e Lesões Comuns

Doenças de Gato – Patologias e Lesões Comuns

Doenças de gato: conheças as principais patologias que atingem os felinos, as lesões e fraturas mais comuns e as maneiras mais eficientes de reabilitação

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Os felinos também estão predispostos a sofrer com algum tipo de patologia ou lesão, claro, em menor porcentagem quando comparado aos amigos caninos, porém, encontrando programas de reabilitação muito parecidos. Nesse artigo vamos conhecer algumas das mais comuns doenças de gato, lesões que mais incidem nos centros veterinários e os tratamentos mais eficazes para a recuperação. 

  • Esse texto é um conteúdo informativo. A Rede Fisio Care não trabalha com clínica geral de felinos, apenas com reabilitação veterinária.

Quais as doenças de gato mais comuns na medicina animal?

É importante conhecermos quais as principais doenças de gato para estarmos preparados caso precisemos identificar e encaminhar nosso pet a um centro veterinário especializado. Vejamos as doenças de gato mais comuns:

1 – Leucemia felina (FELV): a leucemia felina causa uma variedade de desordens neoplásicas, degenerativas e doenças no sangue. Os gatos geralmente são infectados com o contato íntimo com portadores assintomáticos (que possuem a doença mas ainda não se apresentam fisicamente). Os exemplos mais comuns de infecção acontecem durante a tosa de pelos com outros gatos ou até mesmo no uso comum de comedouros e bebedouros.

Os felinos infectados podem permanecer assintomáticos por anos, sendo que sua maior incidência acontece em pets de um a cinco anos de idade. A vacinação tem sido recomendada como melhor e mais eficaz forma de prevenção e combate a patologia, mas é importante sempre contarmos com clínicas especializadas para os cuidados de saúde e higiene de nossos pets.

2 – Complexo respiratório dos felinos (Rinotraqueite): esse doença de gato se manifesta a partir de sintomas como espirros, secreção ocular ou nasal, falta de apetite, prostração e úlceras na cavidade oral. Trata-se de uma infecção geralmente causada pelos vírus da herpes e calicivirus, sendo muito comum sua incidência em lugares que abrigam uma grande quantidade de felinos como entidades de proteção animal ou residências com diferentes raças de felinos.

Os cuidados rotineiros de saúde como a vacinação regular, separação de gatos em grupos com base na suscetibilidade e probabilidade de infecção, cuidados com a higiene e desinfecção do local de repouso, ventilação adequada e alimentação saudável são algumas medidas protetivas para evitar esse tipo de caso.

3 – Aids felina (FIV): trata-se de um vírus de imunodeficiência felina, morfologicamente semelhante ao vírus da AIDS humana, porém, contraído de maneira distinta. Os sintomas, apesar de doutrinariamente inespecíficos, costumam representar-se através de febre, perda de apetite, emagrecimento e prostração. Atinge, em sua maioria, gatos machos não castrados com vida livre e comportamento agressivo.

Não existe cura e vacina para essa patologia, tendo como medida urgente o isolamento desse animal para minimizar infecções bacterianas secundárias, uma vez que são pets imunossuprimidos (de baixa imunidade).

4 – Peritonite infecciosa felina (PIF): pode transparecer através de sintomas inespecíficos como perda de peso, febre, perda de apetite, dificuldade respiratória e alterações no sistema nervoso central como convulsões e incoordenação motora. Sua maior incidência está em ambientes com um número alto de felinos, principalmente com gatos com menos de 5 e mais de 10 anos.

A forma efusiva da doença pode ser notada através da presença de líquido no abdômen e tórax. Infelizmente o diagnóstico dessa doença de gato somente é possível pela necrópsia e ainda não existe uma vacina eficaz contra essa patologia.

5 – Obstrução uretral (DTUIF): é uma patologia do trato urinário inferior em felinos. Os gatos que contraem essa patologia costumam ter dificuldade e dor para urinar, apresentando sintomas como sangue na urina e maior frequência urinária.

É uma patologia que atinge com maior incidência gatos machos com uma rotina lesiva de alimentação e higiene. Cuidados como optar por uma ração de qualidade, caixas higiênicas com areia própria para gatos, bebedouros com boca larga e água fresca podem evitar o aparecimento desse problema.

Cuidados essenciais com lesões em felinos

É importante ressaltar que a maioria das doenças de gato descritas acima são de difícil diagnóstico, principalmente pelos sintomas serem muito semelhantes com outros mais ligados a lesões músculo-esqueléticas ou neurológicas. Dentre as patologias e lesões ortopédicas e neurológicas mais comuns nos felinos estão: hérnia de disco, artrose, traumas, luxações, fraturas, lesões e outros.

Para tal, as diferentes técnicas de fisioterapia e reabilitação animal fornecem as ferramentas necessárias para estipular um programa de recuperação gradual e saudável. Dentre as técnicas mais utilizadas e eficientes estão a acupuntura, eletroterapia, massoterapia, hidroterapia (com esteira aquática), ozonioterapia e outras.

Cada caso compreende diferentes objetivos de tratamento, desde só eliminar a dor (inflamação) e claudicação, até manter ou melhorar a amplitude de movimentos, manter o tônus, massa e força muscular, minimizar ou retardar alguma degeneração articular, evitar compensações e outros.

As fases do tratamento passam por:

  • Controle da dor e diminuição da inflamação e edema: costuma ocorrer no começo do tratamento quando o felino ainda sente muita dor e inflamação. Utiliza-se, nesses casos, técnicas passivas que reduzem a inflamação, produzindo analgesia e auxiliando na manutenção muscular.
  • Aumento dos arcos de mobilidade e flexibilidade dos tecidos moles: trata-se de técnicas de manipulação que massageiam e movem a zona lesionada, claro, sempre que não haja contra-indicação veterinária. Esse ponto busca auxiliar na manutenção da mobilidade, evitar a perda de massa e tônus muscular e trabalhar os proprioceptores.
  • Aumento da massa e força muscular: auxilia na prevenção do aparecimento de atrofias e na manutenção da massa muscular, aumento de flexibilidade, recuperação de movimentos e confiança.
  • Reeducação de marcha: estipulação de exercícios ativos para melhorar a estabilização do local lesionado, aumento de equilíbrio corporal, confiança, permitindo inclusive o trabalho com dor óssea ou animais com pouca massa muscular. Nesse ponto, o uso de tábuas, pratos, bolas, esteiras aquáticas e camas elásticas são importantes para resgatar a qualidade de vida do animal.
  • Regresso à vida normal: são realizados exercícios para melhorar a qualidade do movimento, buscando exercícios ativos mais complexos para integrar o membro afetado a toda movimentação natural do resto do corpo. Trabalha-se, principalmente, a coordenação, equilíbrio e amplitude de movimentos.
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