Fisioterapia Canina – Quando Utilizar?

Fisioterapia Canina – Quando Utilizar?

Fisioterapia canina: entenda a importância dessa terapia na reabilitação animal. Conheça os principais métodos e quais suas funções na recuperação dos pets


A fisioterapia canina foi inicialmente utilizada como uma adaptação de técnicas utilizadas em humanos, mas a medicina animal tem registros ainda quando éramos uma sociedade primitiva. Os mais antigos datam do século XVII a.C através de informações gravadas no Papyrus Veterinarius de Kahin com diversas referências sobre os cuidados com os animais.

Atualmente é possível dizer que a fisioterapia canina já é uma realidade nos diversos programas de reabilitação animal, apresentando resultados expressivos no tratamento de diversas enfermidades.

Quando é possível dizer que a fisioterapia canina é necessária ao meu pet?

Os profissionais veterinários são os responsáveis e mais indicados para direcionar um pet para sessões de fisioterapia, inclusive em muitos casos as técnicas servem como forma de prevenção sem a indicação inicial de um profissional.

De forma geral, a fisioterapia veterinária atua em 3 frentes distintas: como forma preventiva, como tratamento de combate ao avanço/surgimento de patologias e em ações pré e pós-operatórias.

Dentre as especialidades que a fisioterapia animal atua de forma exemplar estão:

1 – Fisioterapia na ortopedia animal: atua como tratamento conservativo para patologias como displasia coxofemoral, tendinites, artrose, miosites, osteocondrite dissecante, luxação de patela, ruptura de ligamento cruzado, fraturas e outros;

2 – Fisioterapia na neurologia animal: atua com eficiência no combate de patologias como hérnia de disco, mielopatias degenerativas, síndrome de Wobbler, injúrias de nervo periférico, doenças do sistema nervoso central, cinomose, tetraparesias e tetraparesias e outros;

3 – Outros casos: auxilia no tratamento de má formação congênita ou adquirida, contraturas, distensões e lesões musculares, injúrias atléticas, panosteíte, fraquezas e atrofias musculares secundárias e outros.

Além disso, a fisioterapia tem sido, através de diferentes métodos, uma ferramenta eficaz no emagrecimento animal. Os planejamentos nutricionais somados à pesquisa de patologias associadas e a fisioterapia fornecem informações vitais para a estruturação de um programa de emagrecimento gradual e saudável, resgatando a qualidade de vida dos pets e ajudando no combate a progressão de diversas enfermidades relacionadas ao excesso de peso.

É importante ressaltar que os animais hiperativos, ansiosos e inquietos também encontram na fisioterapia um canal perfeito para liberar suas energias canalizadas, evitando o aparecimento de problemas importantes como apatia, carência, agressividade e latidos em excesso.

Não podemos esquecer também que as diferentes técnicas de fisioterapia são fundamentais na manutenção da qualidade de vida de cães idosos, uma vez que os métodos são fundamentais no combate de dores nas articulações, no fortalecimento muscular, no aumento da amplitude de movimentos e na melhora da micção e defecação dos pets.

Quais os principais desafios e limitações da fisioterapia?

O principal desafio encontrado por profissionais que lidam com pets que perderam movimentos ou sentem dor quando apoiam alguma parte do corpo ao chão é o de resgatar a confiança dos pets nas sessões de fisioterapia.

Fazer com que o animal se sinta bem, tranquilo, para que realize as movimentações quando estimulado, mesmo que involuntariamente, ou que ao menos tente realizar movimentos dentro das sessões é um desafio e tanto. Por isso a necessidade do acompanhamento profissional por médicos veterinários fisiatras que saibam como ajudar ou incentivar o pet, deixando que ele evolua sua condição em seu tempo e de maneira proveitosa.

O acompanhamento profissional é fundamental, pois, em alguns casos, é comum que pets ainda sintam certo grau de dor e desconforto durante as sessões, e para isso pode ser necessária a utilização de anti-inflamatórios antes dos exercícios e a adequação de técnicas que não forcem tanto a musculatura.

Quais as técnicas mais utilizadas?

1 – Eletroterapia: utilização de correntes elétricas para aliviar a dor ou promover fortalecimento muscular. É uma ótima solução auxiliar para cães com problemas ortopédicos como cirurgias, ou neurológicos como paralisias.

2 – Laserterapia: utilizado para alívio de dores em afecções agudas ou crônicas. É comumente utilizado para efeitos terapêuticos o infravermelho de arseneto de gálio (Ga-As 904nm) ou gálio-alumínio-arsênio (Ga-AI-As 830nm). Os pós-operatórios ortopédicos e neurológicos são muito indicados para a laserterapia.

3 – Acupuntura: visa a restauração e manutenção da saúde dos pets através do equilíbrio de sua energia vital. Consiste no estímulo de determinados pontos do corpo dos animais (eventualmente se faz utilização da inserção de agulhas), massagens, técnicas de manipulação, eletroestimulação, aplicação de calor, ultrassom, injeção de substâncias e raio laser.

4 – Cinesioterapia: técnicas que passam desde alongamentos até exercícios terapêuticos. Podem se utilizar de acessórios como pranchas, bolas, cones, pistas e outros, amplamente recomendados para pets com diferentes problemas ortopédicos e neurológicos.

5 – Magnetoterapia: utiliza-se de campos magnéticos pulsáteis para oferecer efeitos de relaxamento geral e liberação de endorfinas, conferindo sedação e bem estar a pets com dores agudas e crônicas, artroses e problemas de coluna.

6 – Massoterapia: massagens para diminuição da tensão muscular e consequentemente da dor, quebrando ciclos de dor-tensão-dor. Além disso, as massagens aumentam o fluxo sanguíneo local, proporcionando maior oxigenação e retirada de resíduos metabólicos, aumentando drenagem venosa e linfática, o que auxilia no retorno da função muscular causando grande alívio ao animal.

7 – Crioterapia: utiliza-se de gelo ou resfriamento controlado como agente auxiliar no controle de inflamações, dores e outros. O objetivo é minimizar sequelas relacionadas à lesão como edemas, hemorragia, dores, espasmos musculares e redução de injúrias secundárias. É mais recomendado no tratamento de lesões musculoesqueléticas agudas.

8 – Hidroterapia: talvez um dos métodos que mais produz resultados positivos na reabilitação animal. Consiste na utilização da água como forma de terapia, principalmente com o uso de esteiras aquáticas.

A hidroterapia veterinária promove diversos efeitos positivos na vida dos pets, desde fisiológicos até psicológicos. A redução do peso do animal e, consequentemente, no impacto de cada movimento fornece mais confiança, relaxamento muscular, aumento da circulação, mobilidade e fortalecimento muscular.

É muito indicada para diversos tratamentos de patologias e lesões ortopédicas, neurológicas e mais. Seus resultados mais positivos estão nos programas de emagrecimento canino, no combate ao avanço da displasia coxofemoral e no tratamento da hérnia de disco, entre outros.

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