Poodle – História, Personalidade e Saúde

Poodle – História, Personalidade e Saúde

Poodle: conheça um pouco mais sobre a história dessa raça, suas características mais marcantes, personalidade e as afecções e lesões que mais os acometem

O Poodle é um dos cães que mais possuem particularidades em sua história. Seu maior atributo é o reconhecimento de sua inteligência e longevidade, o que explica um pouco sobre sua popularidade no Brasil e no mundo. É uma das poucas raças que possui quatro portes: grande, médio, anão e toy.

Sua história, entretanto, é um pouco incerta. Oficialmente o Poodle é considerado um cão oriundo da França, mas muitos pesquisadores acreditam que a raça surgiu primeiro em terras alemãs. Um dos indícios é seu nome, já que Poodle vem da palavra “pfudel”, que significa “poça”. Um termo que exalta uma das principais características da raça: sua capacidade exímia de nadar e adorar brincadeiras com água.

Sua maior atividade passava por caça de aves aquáticas, principalmente em solo francês, e pastoreio em fazendas alemãs. Duas atividades que demandavam uma tosa da pelagem do Poodle, por vezes em corte leão, seja para melhor performance na água, deixando partes mais sensíveis a baixas temperaturas (como tórax, principalmente) com maior quantidade pelos, ou pelo fato da pelagem estilo leão servir para afastar os lobos dos territórios na Alemanha.

Independente da origem certa, o fato é que o cachorro Poodle é uma raça bem antiga. Inúmeros registros retratam pinturas e esculturas existentes há mais de 400 anos. É um cão que pode ter entre 2 a 23 kg e chegar entre 25 a 52 cm. Tem expectativa de vida bastante alta, vivendo em média 18 anos. É reconhecida pelo American Kennel Club desde 1887.

Trata-se, portanto, de um cão com energia para dar e vender. Porém, se não utilizá-la adequadamente, pode se tornar um cão muito ansioso e estressado. Por isso precisam de muitos exercícios e atividades, inclusive os de porte toy. Embora cada variação de porte possa apresentar um ritmo diferente, é um cão de temperamento alegre, divertido, aventureiro e bastante fiel.

Poodle: patologias e lesões que os acometem

1 – Displasia coxofemoral:

A displasia em Poodle ocorre quando há uma má formação ou degeneração da conexão entre a cabeça do fêmur e a bacia. Causa grande problema a mobilidade do pet, podendo provocar dores na região do quadril, manqueira (andar manco), artroses, atrofia muscular e, dependendo da severidade da doença, causar paralisia.

Se divide em graus de severidade, tendo o Grau A (articulação coxofemoral normal), Grau B (articulações próximas do normal), Grau C (displasia coxofemoral leve), Grau D (displasia coxofemoral moderada) e Grau E (displasia coxofemoral grave).

Quando a doença avança e não é tratada, os sintomas podem ser mais intensos e frequentes, fazendo com que o pet evite inclusive atividades normais de rotina como pular, levantar-se, subir escadas e correr. Seu andar fica incomum e acaba desenvolvendo uma musculatura desproporcional por jogar todo o esforço para um lado do corpo em que não sofra tanto com a dor.

Levado em conta o grau de desconforto, a idade e outras possíveis severidades clínicas dos pets, será traçado um programa de tratamento que tem por objetivo reduzir a dor e progressivamente a doença articular, planejando etapas para manter ou restaurar a função articular normal do animal.

Por esses motivos, a fisioterapia veterinária de reabilitação é a terapia mais eficiente no combate à displasia coxofemoral, pois através de diferentes técnicas é capaz de estruturar um programa de recuperação eficaz de fortalecimento muscular, combate a dores e incômodos, controle de artrose e recondicionamento físico ideal.

Métodos como laserterapia, ozonioterapia, hidroterapia e acupuntura são ideais na estruturação correta de exercícios que possam oferecer o retorno gradual e saudável das funções articulares e o aumento de força muscular dos membros pélvicos afetados com atividades de baixo impacto que não causem mais estresse e sofrimento ao cão.

2 – Luxação patelar:

Ocorre quando há o desencaixe das articulações da região do joelho, causando grande dor e perda de mobilidade ao animal. Embora nem sempre seja possível notar sinais claros de que a luxação patelar em Poodle, há uma série de sintomas comuns que acometem a maioria dos casos. Como:

  • Andar manco (claudicação) que vai e volta;
  • Dores intermitentes, que aparecem e somem, principalmente em climas frios;
  • O pet passa a mancar com uma ou duas pernas traseiras;
  • O pet passa a tentar esticar a perna para trás enquanto anda;
  • As articulações ficam com aparência inchada;
  • O pet perde sua capacidade de saltar e até pular naturalmente;
  • Parte inferior do membro costuma girar em direção ao lado onde está a luxação (medial ou lateral).

A grande maioria das doenças ou complicações animais que podem surgir, sejam elas ortopédicas ou não, possuem muito mais chances de tratamento eficaz quando diagnosticadas de maneira precoce. Com isso, o procedimento cirúrgico ou o planejamento de tratamento garantem mais resultados pelo nível de evolução da patologia ainda ser baixo.

Os pacientes com graus leves de luxação de patela apresentam ótimos resultados apenas com a introdução de técnicas de fisioterapia veterinária, muitas vezes evitando até a intervenção cirúrgica..Em qualquer caso, a fisioterapia veterinária através das diferentes técnicas e métodos garantem aos cães uma recuperação mais completa, desde o emagrecimento até o fortalecimento muscular, articular, de mobilidade e confiança.

Os métodos que passam desde hidroterapia veterinária (uso de esteiras aquáticas para a diminuição de impacto e melhor adaptação na recuperação de movimentos), até a acupuntura (controle de dor e melhora de recuperação muscular).

3 – Hérnia de disco:

Em grande parte causada por traumas e lesões na medula espinhal, a hérnia de disco em Poodle costuma apresentar sintomas típicos como andar de cabeça baixa, pescoço rígido, orelhas para trás e caminhar cauteloso, demonstrando claro sinal de dor e sofrimento.

A medula espinhal é uma estrutura extremamente delicada, sendo protegida por vértebras ósseas, tendo entre cada par de vértebras, discos intervertebrais (uma proteção de contorno fibroso e interior gelatinoso) que evitam o constante atrito entre elas, promovendo a estabilidade e flexibilidade necessárias que o cão movimente a espinha sem problemas.

Quando os discos vertebrais deixam de agir corretamente, surge a hérnia de disco. Ela pode ocorrer, em grande maioria, em função do envelhecimento do animal ou de algum trauma.

Apesar de a indicação em casos mais intensos e complicados que envolvam paralisias e compressão medular seja a cirurgia, tratamentos clínicos e tradicionais realizados após o aparecimento dos sinais, livres de cirurgia, também estão trazendo resultados positivos na recuperação dos pets. Métodos como laserterapia, acupuntura, hidroterapia com esteira aquática e outros, apresentam soluções eficientes para controle da progressão da doença, da dor, inflamação e ótima ferramenta para fortalecimento muscular e aumento da mobilidade e qualidade de vida do animal.

4 – Displasia de cotovelo:

A incongruência do cotovelo é caracterizada por uma má formação dos componentes ósseos desta articulação, resultando em um desnivelamento entre rádio e ulna ou tróclea mal formada. Afecções como não união do processo ancôneo, osteocondrite dissecante do côndilo umeral medial e fragmentação do processo coronoide medial da ulna são agrupadas com a denominação de displasia de cotovelo.

O diagnóstico deve ser precoce para que a correção cirúrgica tenha melhor prognóstico, principalmente antes do aparecimento da degeneração osteoarticular secundária e do crescimento completo do animal. O prognóstico dos animais com incongruência é o pior dentre as afecções que compõem a displasia do cotovelo.

O procedimento cirúrgico mais utilizado e amplamente aceito é a osteotomia proximal e oblíqua da ulna com aplicação de pino intramedular para estabilização da porção proximal da ulna, cuja técnica vem apresentando bons resultados quanto à presença de dor e retorno à função do membro no período pós-operatório.

Nesses casos, a fisioterapia veterinária deve começar a partir do 510º dia da cirurgia, para estimular o apoio correto do membro. Quando o diagnóstico da displasia de cotovelo ocorre quando o animal tem mais de 4 anos, o tratamento conservativo associado com a fisioterapia veterinária apresenta um ótimo resultado na estabilização dos sintomas clínicas e progressão da osteoartrose.

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