Pug – História, Personalidade e Saúde

Pug – História, Personalidade e Saúde

Pug: conheça a personalidade e características marcantes da raça, a teoria em volta de sua história, doenças mais comuns e tratamentos mais eficientes para sua recuperação

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O Pug é uma raça considerada calma, dócil, que dificilmente late à toa e que adora ficar no colo e perto de sua família. É um cão equilibrado, disposto, charmoso e extremamente inteligente. Apesar de pequeno, tem uma personalidade forte, obstinado, mas raramente agressivo. É uma raça ideal para família e crianças, sendo uma excelente companhia, sendo capaz de acompanhar brincadeiras sem grandes riscos ao seu físico.

Há muita especulação sobre sua origem, que apesar de sua patronagem britânica, é uma raça listada de origem chinesa. A teoria mais aceita dá conta de que o Pug teria sido levado à Europa no século 16 nas mãos de comerciantes da Companhia Holandesa das Índias Orientais, responsável por toda atividade comercial nas colônias asiáticas durante esse período.

Ganhou grande notoriedade graças aos cães criados pela rainha Victória no século 19, especialmente os de cor fulvo e abricot. Sua aparência certamente mudou ao longo dos séculos. Trata-se de um cão robusto, enxuto, com estrutura compacta e musculatura desenvolvida, sem ser magro nem pernalta.

Possui uma cabeça relativamente larga, redonda, de tamanho proporcional ao corpo. O focinho é curto, quadrado, com rugas profundas e grandes na testa. Têm olhos relativamente grandes, escuros, brilhantes e de expressão doce. A pelagem é lisa, fina, suave e brilhante. As cores mais comuns são preto, amarelo damasco, fulvo e prata. É considerado um cão de porte pequeno, chegando ao peso entre 6,3 e 8,1 kg.

Patologias e lesões que mais afetam o Pug

1 – Displasia coxofemoral:

A displasia em Pug ocorre quando há uma má formação ou degeneração da conexão entre a cabeça do fêmur e o osso que une o fêmur ao quadril. Causa grande problema a mobilidade do pet, podendo provocar dores na região do quadril, manqueira (andar manco), artroses, atrofia muscular e, dependendo da severidade da doença, causar paralisia.

Se divide em graus de severidade, tendo o Grau A (articulação coxofemoral normal), Grau B (articulações próximas do normal), Grau C (displasia coxofemoral leve), Grau D (displasia coxofemoral moderada) e Grau E (displasia coxofemoral grave).

Quando a doença avança e não é tratada, os sintomas podem ser mais intensos e frequentes, fazendo com que o pet evite inclusive atividades normais de rotina como pular, levantar-se, subir escadas e correr. Seu andar fica incomum e acaba desenvolvendo uma musculatura desproporcional por jogar todo o esforço para um lado do corpo em que não sofra tanto com a dor.

Levado em conta o grau de desconforto, a idade e outras possíveis severidades clínicas dos pets, será traçado um programa de tratamento que tem por objetivo reduzir a dor e progressivamente a doença articular, planejando etapas para manter ou restaurar a função articular normal do animal.

Por esses motivos, a fisioterapia veterinária de reabilitação é a terapia mais eficiente no combate à displasia coxofemoral, pois através de diferentes técnicas é capaz de estruturar um programa de recuperação eficaz de fortalecimento muscular, combate a dores e incômodos, controle de artrose e recondicionamento físico ideal.

Métodos como laserterapia, ozonioterapia, hidroterapia e acupuntura são ideais na estruturação correta de exercícios que possam oferecer o retorno gradual e saudável das funções articulares e o aumento de força muscular dos membros pélvicos afetados com atividades de baixo impacto que não causem mais estresse e sofrimento ao cão.

2 – Hérnia de disco:

A hérnia de disco em Pug é caracterizada pela degeneração dos disco intervertebrais que causam dor, podendo ser dividida em Hansen Tipo I (quando há extrusão do núcleo pulposo com ruptura do anel fibroso), Hansen Tipo II (quando ocorre protusão do disco) e Hansen Tipo III (quando há trauma concussivo na medula).

No princípio dos ciclos de dores o pet irá optar por abaixar sua cabeça e curvar as costas para aliviar a dor, podendo manifestar sua condição através de latidos e uivos, dependendo da personalidade do pet. Ao longo do tempo começa a perder sua capacidade em manter o equilíbrio, o que acaba impedindo que se mova corretamente. É possível detectar sua postura e mobilidade estranhas.

Em casos mais críticos, o animal costuma sofrer com incontinência urinária e fecal. Sua sensibilidade também é afetada, principalmente em suas extremidades. Quando a doença se torna mais aguda é possível até notar paralisia, podendo identificar seu início quando o cão nitidamente começa a se arrastar para se mover de um ponto a outro. É importante compreendermos esses sintomas e, quando detectados, imediatamente recorrer a um profissional veterinário capacitado para diagnosticar seu pet com exatidão e traçar o planejamento de tratamento mais eficaz.

A reabilitação, seja no controle do avanço da doença ou em tratamento pós-operatório, tem na fisioterapia veterinária um forte aliado no combate efetivo das dores, incômodos e dos sintomas que atrapalham a qualidade de vida do pet. As diferentes técnicas e métodos de exercícios passivos e movimentos ajudam no retorno precoce dos movimentos do pet, prevenindo contraturas e atrofias musculares.

A eletroterapia, por exemplo, auxilia na analgesia e controle da inflamação com estimulação elétrica funcional (FES) e estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), recuperando a perda de massa muscular causada pela paralisia. Assim também acontece com a laserterapia, por exemplo, que possui papel importante na regeneração nervosa e no retorno dos movimentos.

Pets que não apresentam mais inflamações e dores agudas podem se utilizar de outras técnicas de fisioterapia com exercícios ativos e ativos assistidos como a hidroterapia veterinária, através de uma esteira aquática diminui consideravelmente o impacto dos movimentos, reestabelecendo o desenvolvimento de coordenação e retorno de massa muscular normal, incentivando sua superação sem que seja exigido grande esforço de sua capacidade física.

3 – Hemivértebra:

Hemivértebra são anomalias congênitas encontradas com maior frequência em cães braquicefálicos com cauda helicoidal, que ocorrem na região da coluna tóraco-lombar, causando sintomas de lesão de neurônio motor superior em membros pélvicos.

Os sinais clínicos mais claros, principalmente pelo fato das vértebras incluídas em região T3-L3 serem mais comumente acometidas, são aqueles típicos de lesão de neurônio motor superior em membros pélvicos, como: perda de propriocepção, incoordenação e reações posturais retardadas, assim como outros sinais como paralisia dos membros posteriores e incontinência urinária e fecal.

O tratamento pode ser conservativo (nos casos de não progressividade da doença), que geralmente se estabiliza com o término do crescimento do esqueleto, ou cirúrgico (em casos de sintomas progressivos). O objetivo deve ser a estabilização da coluna vertebral, com ou sem descompressão medular e não a correção da angulação da coluna vertebral. Quando ocorre a descompressão convencional sem estabilização vertebral pode desestabilizar a hemivértebra, causando uma subluxação vertebral.

Os tratamentos conservativos e os de recuperação pós-operatória passam pelas técnicas de fisioterapia veterinária. Seja na utilização de agentes físicos como massagens, acupuntura e laserterapia para combate a dor e inflamação, como na utilização de esteiras aquáticas na hidroterapia veterinária, a fisioterapia veterinária é essencial para o fortalecimento muscular, recuperação de mobilidade e confiança do pet, impedindo de forma gradual e saudável a progressividade da doença.

4 – Luxação patelar:

Ocorre quando há o desencaixe das articulações da região do joelho, causando grande dor e perda de mobilidade ao animal. Embora nem sempre seja possível notar sinais claros de que a luxação patelar em Pug, há uma série de sintomas comuns que acometem a maioria dos casos. Como:

  • Andar manco (claudicação) que vai e volta;
  • Dores intermitentes, que aparecem e somem, principalmente em climas frios;
  • O pet passa a mancar com uma ou duas pernas traseiras;
  • O pet passa a tentar esticar a perna para trás enquanto anda;
  • As articulações ficam com aparência inchada;
  • O pet perde sua capacidade de saltar e até pular naturalmente;
  • Parte inferior do membro costuma girar em direção ao lado onde está a luxação (medial ou lateral).

A grande maioria das doenças ou complicações animais que podem surgir, sejam elas ortopédicas ou não, possuem muito mais chances de tratamento eficaz quando diagnosticadas de maneira precoce. Com isso, o procedimento cirúrgico ou o planejamento de tratamento garantem mais resultados pelo nível de evolução da patologia ainda ser baixo.

Os pacientes com graus leves de luxação de patela apresentam ótimos resultados apenas com a introdução de técnicas de fisioterapia veterinária, muitas vezes evitando até a intervenção cirúrgica..Em qualquer caso, a fisioterapia veterinária através das diferentes técnicas e métodos garantem aos cães uma recuperação mais completa, desde o emagrecimento até o fortalecimento muscular, articular, de mobilidade e confiança.

Os métodos que passam desde hidroterapia veterinária (uso de esteiras aquáticas para a diminuição de impacto e melhor adaptação na recuperação de movimentos), até a acupuntura (controle de dor e melhora de recuperação muscular).

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