Beagle – História e Saúde

Beagle – História e Saúde

Beagle: conheça a história e características marcantes dessa raça. Como é sua personalidade, os cuidados de saúde e os tratamentos mais eficientes para sua vida

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O Beagle é do tipo de cão que contagia os que estão à sua volta. É uma raça muito companheira e aventureira que adora descobrir o mundo através do seu faro. Aliás, nenhum odor passa batido por ele, especialmente se for comida! Por isso, é preciso sempre estar atento, pois o Beagle tem tendência à obesidade.

Apesar de sua paixão pelo alimento, o Beagle é um cão que adora se divertir e ser estimulado a novos desafios. Por isso, apesar de sua fofura e olhos suplicantes, é um cão ligeiramente teimoso que necessita de um treinamento e rotina saudável para manter-se equilibrado e saudável.

Sua história é confusa, pois existem poucas documentações confiáveis sobre sua trajetória. Acredita-se, entretanto, que se destacaram por sua rapidez e energia. Seu tamanho pequeno e bom faro reforçam a teoria de serem grandes caçadores. É um cão gerado a partir do cruzamento das raças Talbot Hound, North Country e Southern Hound, por volta de 1800 na Inglaterra.

Foi apenas em 1860 que se tornaram os Beagles Americanos através de uma linhagem importada e “aperfeiçoada” nos Estados Unidos. O intuito era criar padrões de beleza para a raça e temperamento uniforme. Pouco tempo depois, mais precisamente em 1885, o American Kennel Club reconheceu a raça oficialmente.

Possui uma ampla gama de colorações e combinações, normalmente entrelaçadas entre o branco, preto e marrom. São excelentes cães para a família, pois possuem uma personalidade carinhosa e brincalhona, dificilmente estranhando pessoas fora de seu círculo. Podem chegar entre 9-13,5 kg e entre 33-38 cm, com expectativa de vida de 10-15 anos.

Patologias e lesões que atingem o Beagle

1 – Displasia coxofemoral:

A displasia coxofemoral em Beagle ocorre quando há a degeneração da articulação da bacia (acetábulo) com a cabeça do fêmur. Trata-se de uma patologia que vem crescendo, principalmente por não se tratar apenas de uma doença hereditária, mas que pode desenvolver-se por fatores como a obesidade, alterações posturais, convivência longa com pisos lisos e outros.

É uma doença que apresenta sinais bem característicos que passam por: dificuldade em caminhar, estalos audíveis na articulação, andar manco e demonstração de dor ao realizar movimentos mais complexos.

O não tratamento adequado pode resultar em sintomas mais intensos, por vezes fazendo com que o cão pare de realizar atividades rotineiras como correr, pular, levantar-se e subir escadas.

A doença ainda não possui uma cura definitiva, mas os tratamentos são cada vez mais eficientes no combate objetivo da dor e do avanço da progressão da doença articular, dois pontos importantes para a manutenção da qualidade de vida de um cão com displasia.

Os programas de reabilitação, seja com implante de ouro, denervação coxofemoral e técnicas de fisioterapia como hidroterapia com esteira aquática, acupuntura, laserterapia, cinesioterapia e outros, buscam a manutenção ou restauração das funções naturais da articulação afetada, sempre levando em consideração o contexto de cada paciente, o grau de severidade da patologia, idade e outros quadros clínicos.

2 – Hérnia de disco:

A hérnia de disco é uma doença degenerativa dos discos intervertebrais que causam dor. Ocorre quando o material do disco sai do canal medular ou se acumula, pressionando a medula espinhal e produzindo uma disfunção da região. Dependendo do grau de severidade, pode inclusive causar paralisia.

Os sintomas mais comuns da hérnia de disco em Beagle são: dor, desequilíbrio, incontinência urinária e fecal, perda da sensibilidade nas extremidades e, quando o grau de severidade é alto, pode até trazer paralisia.

O tratamento passa pelo uso de antiinflamatório e o emprego de diversas técnicas de fisioterapia como acupuntura, laserterapia, hidroterapia com esteira aquática e outros. Os casos mais graves podem ser indicados para cirurgia com fisioterapia pós-cirúrgica.

3 – Hermivértebra:

São anomalias congênitas que ocorrem na região da coluna tóraco-lombar, trazendo sintomas de lesão de neurônio motor superior em membros pélvicos. Em outras palavras, trata-se de uma falha na formação da vértebra durante o desenvolvimento do pet.

O aparecimento de sinais clínicos em cães com hemivértebra são raros, mas quando ocorrem podem ser de gravidade intensa. Geralmente, devido à compressão medular, os cães afetados apresentam sinais desde filhotes que progridem. Porém, os sinais também podem surgir durante o crescimento do animal, devido à instabilidade entre a hemivértebra e vértebra adjacente causando compressão progressiva e crônica, ou após algum trauma agudo ou trações da coluna.

Os sinais clínicos mais claros, principalmente pelo fato das vértebras incluídas em região T3-L3 serem mais comumente acometidas, são aqueles típicos de lesão de neurônio motor superior em membros pélvicos, como: perda de propriocepção, incoordenação e reações posturais retardadas, assim como outros sinais como paralisia dos membros posteriores e incontinência urinária e fecal.

O tratamento da hemivértebra em Beagle pode ser conservativo (nos casos de não progressividade da doença), que geralmente se estabiliza com o término do crescimento do esqueleto, ou cirúrgico (em casos de sintomas progressivos).

Os tratamentos conservativos e os de recuperação pós-operatória passam pelas técnicas de fisioterapia veterinária, seja na utilização de agentes físicos como massagens, acupuntura e laserterapia para combate a dor e inflamação, como na utilização de esteiras aquáticas na hidroterapia veterinária, sendo essencial para o fortalecimento muscular, recuperação de mobilidade e confiança do pet, impedindo de forma gradual e saudável a progressividade da doença.

4 – Luxação patelar:

A luxação de patela em Beagle é caracterizada pelo deslocamento de um osso do joelho também chamado de rótula. Esse deslocamento pode ocorrer na parte externa (lateral) ou interna (medial). Ambos causam muita dor e podem ter causa congênita ou desenvolvida após uma batida, queda ou traumas.

Apesar de grave e dolorida, a doença não costuma apresentar muitos sinais externos. Por isso o diagnóstico precoce poderá ser decisivo para a efetividade do tratamento. Dentre os sinais mais comuns estão: mancar, evitar apoiar-se em uma das pernas, o cão estica a perna repetidamente, tem dificuldade em pular, parece com dor.

O tratamento varia de acordo com o grau de luxação, podendo utilizar analgésicos, cirurgia e fisioterapia. As técnicas que passam desde acupuntura, cinesioterapia, hidroterapia com esteira aquática e outros são fundamentais para garantir uma reabilitação gradual e saudável.

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