O que é a displasia coxofemoral em cães
A displasia coxofemoral em cães pode ser caracterizada como uma doença que causa a má formação da articulação coxofemoral, responsável pela união do fêmur e a pelve. Ela afeta, principalmente, cães de grande porte como Pastor Alemão, Labrador, Golden Retriever e Buldogue Inglês, mas também pode afetar gatos de raças grandes como o Maine Coon.
Quais os sintomas da displasia coxofemoral em cães?
A doença pode causar alguns sintomas, dentre os principais estão:
- Dores na região do quadril;
- Manqueira;
- Artrose e atrofia muscular;
- Pode provocar sérias dificuldades de locomoção aos pets;
- Dificuldade ao andar, levantar, correr e subir escadas;
- Dorso arqueado;
- Andar cambaleante;
- Em alguns casos é possível perceber atrofia da musculatura dos membros posteriores e sensibilidade dolorosa local, sendo maximizada após exercícios.
Conheça um pouco dos tratamentos da Fisio Care Pet para esses casos:
Os graus de severidade da displasia coxofemoral
A displasia coxofemoral canina pode ser dividida nos seguintes graus:
Grau A: articulação coxofemoral normal;
Grau B: articulações próximas do normal:
Grau C: displasia coxofemoral leve;
Grau D: displasia coxofemoral moderada;
Grau E: displasia coxofemoral grave.
Quando é possível perceber os sintomas da displasia coxofemoral?
O primeiro sinais da doença aparecem entre o 5º e 8º meses de idade, podendo, em alguns casos, aparecer até mesmo no 36º mese de vida.
É importante ressaltar que não existe cura para a displasia coxofemoral, porém, os tratamentos podem minimizar consideravelmente as dores, combater os sintomas e controlar a evolução da degeneração da articulação (osteoartrose), dando uma melhor condição de vida para os pets acometidos pela doença.
Origem e causas da displasia coxofemoral em cães
Acredita-se que a displasia coxofemoral possui uma origem multifatorial, dividida em fatores:
Genéticos
Herança poligênica quantitativa (aproximadamente 18 genes) de herdabilidade média a alta. Ou seja, quanto maior o grau de parentesco com animais displásicos, maior a probabilidade da prole ser displásica. Por isso, recomenda-se que cães com displasia sejam afastados da reprodução.
Nutricionais
Dietas com altos índices de proteína, cálcio e energia proporcionam um crescimento rápido e ganho de peso excessivo (aumentando o peso sobre a articulação coxofemoral), induzindo ao desenvolvimento da doença. Pets com menores proporções de massa muscular pélvica possuem maiores chances de desenvolvimento da displasia coxofemoral.
Alterações Biomecânicas
As forças musculares que atuam na articulação coxofemoral auxiliam na manutenção da cabeça do fêmur encaixada com o acetábulo. A eliminação, redução ou exaustão das forças musculares levam a instabilidade na articulação e subluxação. O rápido crescimento do esqueleto em disparidade com o crescimento muscular também acaba induzindo ao aparecimento da doença.
Como é feito o diagnóstico da displasia coxofemoral?
O diagnóstico da displasia coxofemoral é confirmado através de um exame radiográfico em diferentes métodos de raio-x, que podem ser realizados desde os 4 meses de vida do pet. O diagnóstico definitivo é confirmado com 2 anos.
Qual o tratamento e como a fisioterapia veterinária ajuda na displasia coxofemoral?
Os tratamentos conservativos apresentam ótimos resultados na desaceleração da evolução da doença e melhora dos sintomas.
Eles incluem ações para diminuição do peso do pet, administração de condroprotetores e outras medicações que auxiliam no controle da dor e progressão da osteoartrose.
Os tratamentos quando combinados com a fisioterapia veterinária, proporcionam uma melhor qualidade de vida ao pet. Isso acontece porque a fisioterapia, além de auxiliar na redução significativa da inflamação e dor na articulação do quadril, é uma ferramenta extremamente eficaz para o ganho de massa muscular que ajudará diretamente na estabilização da articulação, diminuindo os sintomas e progressão da doença.
Em casos que há a necessidade de intervenção cirúrgica, como de denervação coxofemoral, prótese ou colocefalectomia, devem ser indicados para reabilitação pós-operatória após 1 semana da cirurgia. Nele, a fisioterapia veterinária também terá um papel importantíssimo no ganho de massa muscular, acelerando o processo de recuperação e sucesso da intervenção cirúrgica.
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